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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Brasil é o 8º país com mais suicídios do mundo

Brasil é o 8º país com mais suicídios do mundo

Índia lidera lista da Organização Mundial da Saúde; Jaú registrou 20 suicídios entre 2014 e 2016
Entre janeiro de 2014 e maio de 2016, 20 suicídios foram registrados em Jaú. No mesmo período, 127 ocorrências de tentativas de suicídios foram contabilizadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo. Em dois anos e meio, o número de suicídios caiu na cidade, contudo, o Brasil ainda ostenta o título de oitavo país do mundo com mais ocorrências dessa natureza, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 2014, mas relativo a 2012. 
O estudo apontou que cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos no mundo – 11,4 mortes para cada 100 mil habitantes. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes no Brasil, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres, com taxa de seis para cada grupo de 100 mil habitantes. O primeiro país da lista é a Índia, com 258 mil óbitos (veja quadro). 
O problema de saúde pública pode ser ocasionado por diversos motivos. “Se olharmos em termos relativos, nossos índices não são os piores, mas há um alerta, pois tem subido a cada ano. De forma geral, o suicida não consegue lidar com algumas emoções que se acumulam internamente”, afirma a voluntária Adriana Rizzo, do Centro de Valorização da Vida (CVV). A associação civil sem fins lucrativos presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio (leia texto). 
Outro fator preocupante desse alto índice no Brasil é que o serviço de saúde pública para tratamento psiquiátrico é ineficiente, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antonio Geraldo da Silva. A ABP tem a cartilha “Informando para Prevenir”, voltada para profissionais de saúde, que busca ajudá-los a reconhecer a concepção suicida e o risco no paciente, pois 80% das pessoas que tiram a própria vida foram a uma consulta médica, com um médico não psiquiatra, pelo menos um mês antes de sua morte.  
Apoio

Família e amigos podem fornecer apoio às pessoas com tendências suicidas e prevenir tais ocorrências. De acordo com a psicóloga Beatriz Valenzola Frassão, é na convivência familiar que poderá ser notado algo de diferente com algum membro da família. “Diante dessa percepção de conflito emocional, sinais de sofrimento e mudança de comportamento que é necessário agir na busca rápida de profissionais especializados, como psiquiatra e psicólogo”, comenta. A psicoterapia auxiliará o indivíduo a ampliar as perspectivas de solucionar os conflitos e, assim, descobrir outras formas de lidar com as situações. 
FONTE: http://www.comerciodojahu.com.br/noticia/1351201/brasil-e-o-8º-pais-com-mais-suicidios-do-mundo


sábado, 20 de agosto de 2016

Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood' Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/antonio-geraldo-da-silva-psiquiatra-pai-do-estigma-se-chama-hollywood-16614786#ixzz4HWXoaLmz © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood'

Estudioso da psicofobia (pânico de doenças mentais), mineiro, que mora em Brasília e preside associação da classe, Associação Brasileira de Psiquiatria/ ABP
Segundo o presidente Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, só no Brasil 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental - Pedro Kirilos / Agência O Globo
Segundo o presidente Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, só no Brasil 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental – Pedro Kirilos / Agência O Globo
“Nasci em Grão Mogol, no interior de Minas Gerais, há 51 anos, passei a maior parte da vida em Montes Claros e atualmente moro em Brasília. Sou casado, tenho uma filha e fiz doutorado em psiquiatria na Universidade do Porto, em Portugal. Estou no meu segundo mandato à frente da Associação Brasileira de Psiquiatria”
Conte algo que não sei
Vou contar o que é psicofobia. Há milênios existe um grande preconceito contra doenças mentais. Várias pessoas foram queimadas em fogueiras porque ouviam vozes. Sempre foram segregadas, vistas como fardo.
Qual o tamanho desta população tão estigmatizada?
Só no Brasil temos cerca de 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental. No mundo, um bilhão. Em geral, ninguém sabe, nem os doentes, que escondem sua condição e ignoram que podem se tratar.
Por que números tão altos?
O estresse hoje em dia é um grande facilitador da doença mental, atuando em tendências preexistentes. Você dorme pouco, come mal, não se exercita e vive sob uma pressão brutal. Cinco das dez principais causas de afastamento do trabalho são relacionadas a transtornos mentais.
O ambiente de trabalho é hostil ao doente mental?
As pessoas não toleram que as outras mudem e que tenham perdas de produção. Aí dizem que é só preguiça, falta de vontade e até de caráter. Quem tem transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) sofre um preconceito monstruoso.
O que ocorre, no caso?
Virou moda dizer que essa doença não existe, que é inventada. Acontece que tem dois mil anos. Quero saber quem conheceu esse cara que a inventou.
Há o próprio preconceito do doente, não?
Tem o autopreconceito: “Não vou procurar um psiquiatra, não sou louco”. Só que isso muda completamente o prognóstico da doença, ela se torna crônica. O que mais queremos hoje é a intervenção precoce. Estimular uma mudança de comportamento aos primeiros sintomas para que nem seja preciso entrar com medicação. Claro que há casos em que ela é indispensável desde o início.
Quais são esses primeiros sinais das doenças?
Há várias possibilidades dependendo de qual doença. Tristeza, desânimo, falta de prazer, de alegria, em geral é depressão. Se o coração dispara, tem sensação de sufocamento, é transtorno de pânico. E assim em uma série de situações. Quando há modificações de hábitos ligados a instinto, como sono e apetite, tem que cuidar.
O medo do desconhecido explica o preconceito?
Sim. As pessoas acham que é perigoso porque não sabem do que se trata. Então é melhor separar, discriminar. Fizeram isso com os hospitais psiquiátricos. Por que não há unidades de psiquiatria no hospital geral? Porque ninguém quer doente mental dentro do hospital.
Por que o senhor escolheu a psiquiatria?
Porque eu gosto do ineditismo e também pela possibilidade que a especialidade dá de ajudar as pessoas que têm suas vidas destruídas por quadros psiquiátricos a voltarem a viver. Todo dia há um fato novo na psiquiatria. Nada se repete. E é isso que me impressiona.
Na queda do avião alemão, logo surgiu a informação de que o piloto tinha depressão. Isso aprofunda o estigma?
O pai do estigma, de sua difusão, se chama Hollywood. São filmes e mais filmes que discriminam o doente. Sabe quando a pessoa tem febre, não se consegue explicar a razão e chamam de virose? É a mesma coisa. Quando não se tem explicação para um fato, dizem que é doente mental, e tudo se resolve.

Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/antonio-geraldo-da-silva-psiquiatra-pai-do-estigma-se-chama-hollywood-16614786#ixzz4HWXoaLmz 
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terça-feira, 7 de julho de 2015

Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood'

Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood'
Estudioso da psicofobia (pânico de doenças mentais), mineiro, que mora em Brasília e preside associação da classe, veio ao Rio a trabalho
POR LEONARDO CAZES

Segundo o presidente Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, só no Brasil 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental - Pedro Kirilos / Agência O Globo
“Nasci em Grão Mogol, no interior de Minas Gerais, há 51 anos, passei a maior parte da vida em Montes Claros e atualmente moro em Brasília. Sou casado, tenho uma filha e faço doutoramento em psiquiatria na Universidade do Porto, em Portugal. Estou no meu segundo mandato à frente da Associação Brasileira de Psiquiatria”
Conte algo que não sei
Vou contar o que é psicofobia. Há milêniosexiste um grande preconceito contra doenças mentais. Várias pessoas foram queimadas em fogueiras porque ouviam vozes. Sempre foram segregadas, vistas como fardo.
Qual o tamanho desta população tão estigmatizada?
Só no Brasil temos cerca de 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental. No mundo, um bilhão. Em geral, ninguém sabe, nem os doentes, que escondem sua condição e ignoram que podem se tratar.
Por que números tão altos?
O estresse hoje em dia é um grande facilitador da doença mental, atuando em tendências preexistentes. Você dorme pouco, come mal, não se exercita e vive sob uma pressão brutal. Cinco das dez principais causas de afastamento do trabalho são relacionadas a transtornos mentais.
O ambiente de trabalho é hostil ao doente mental?
As pessoas não toleram que as outras mudem e que tenham perdas de produção. Aí dizem que é só preguiça, falta de vontade e até de caráter. Quem tem transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) sofre um preconceito monstruoso.
O que ocorre, no caso?
Virou moda dizer que essa doença não existe, que é inventada. Acontece que tem dois mil anos. Quero saber quem conheceu esse cara que a inventou.
Há o próprio preconceito do doente, não?
Tem o autopreconceito: “Não vou procurar um psiquiatra, não sou louco”. Só que isso muda completamente o prognóstico da doença, ela se torna crônica. O que mais queremos hoje é a intervenção precoce. Estimular uma mudança de comportamento aos primeiros sintomas para que nem seja preciso entrar com medicação. Claro que há casos em que ela é indispensável desde o início.
Quais são esses primeiros sinais das doenças?
Há várias possibilidades dependendo de qual doença. Tristeza, desânimo, falta de prazer, de alegria, em geral é depressão. Se o coração dispara, tem sensação de sufocamento, é transtorno de pânico. E assim em uma série de situações. Quando há modificações de hábitos ligados a instinto, como sono e apetite, tem que cuidar.
O medo do desconhecido explica o preconceito?
Sim. As pessoas acham que é perigoso porque não sabem do que se trata. Então é melhor separar, discriminar. Fizeram isso com os hospitais psiquiátricos. Por que não há unidades de psiquiatria no hospital geral? Porque ninguém quer doente mental dentro do hospital.
Por que o senhor escolheu a psiquiatria?
Porque eu gosto do ineditismo e também pela possibilidade que a especialidade dá de ajudar as pessoas que têm suas vidas destruídas por quadros psiquiátricos a voltarem a viver. Todo dia há um fato novo na psiquiatria. Nada se repete. E é isso que me impressiona.
Na queda do avião alemão, logo surgiu a informação de que o piloto tinha depressão. Isso aprofunda o estigma?
O pai do estigma, de sua difusão, se chama Hollywood. São filmes e mais filmes que discriminam o doente. Sabe quando a pessoa tem febre, não se consegue explicar a razão e chamam de virose? É a mesma coisa. Quando não se tem explicação para um fato, dizem que é doente mental, e tudo se resolve.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.g
lobo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/antonio-geraldo-da-silva-psiquiatra-pai-do-estigma-se-chama-hollywood-16614786#ixzz3fDmCgjfd 


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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O convidado do "Marília Gabriela Entrevista" é o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

O médico fala sobre o suicídio e como ele pode ser explicado pela ética, pelo discurso humanista e pela psiquiatria. Ele discute também a cobertura midiática de casos famosos como o do ator Robin Williams, o músico Champignon e o humorista Fausto Fanti. “Quando se faz uma glamurização desse ato ou se descreve como o ato foi feito, isso é um problema. O que deve ser feito ou falado em relação ao suicídio é no sentido de prevenção. É uma questão de saúde pública”, explica.

Antônio defende que o assunto deve ser exposto na mídia para estimular a prevenção.Ele conta que 97% das pessoas que cometeram suicídio eram portadoras de algum tipo de distúrbio mental e afirma que é necessária a criação de um sistema de saúde acolhedor e vigilante para cuidar de pacientes que apresentam essa tendência. “50% das pessoas que cometeram suicídio chegaram a procurar, semanas antes, algum profissional de saúde para pedir socorro”.
Fonte: http://gnt.globo.com/bem-estar/materias/o-psiquiatra-antonio-geraldo-conversa-com-gabi-sobre-transtornos-que-levam-ao-suicidio.htm





segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A psicofobia e o peso das palavras

A psicofobia e o peso das palavras

O preconceito contra quem sofre de transtornos mentais pode virar crime

CRISTIANE SEGATTO
Pouco antes de morrer, em março do ano passado, o humorista Chico Anysio decidiu entrar na luta contra o preconceito que cerca as doenças mentais. Ele sofria de depressão e, num sábado à tarde, recebeu em casa o médico Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), para gravar um depoimento.

Durante a conversa, Chico fez um comentário e uma sugestão:
– Antigamente existiam carros usados. Agora chamam de “seminovos”. As coisas hoje têm esses nomes. Crie um nome para o preconceito.

O conselho do comunicador não foi esquecido. Muitas reuniões depois, a ABP lançou o termo “psicofobia”. Atualmente ele é adotado para designar atitudes preconceituosas e discriminatórias contra as deficiências e os transtornos mentais. O uso da palavra se disseminou. Uma busca rápida no Google aponta 16 mil textos em que ela é citada.

A psicofobia pode virar crime. O senador Paulo Davim (PV-RN) propôs uma emenda para incluir esse tipo de preconceito no projeto de lei de reforma do Código Penal Brasileiro. Vários senadores, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), apoiam a proposta.

Cerca de 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental no Brasil, segundo uma estimativa conservadora da Organização Mundial da Saúde. Quem sofre de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outras doenças, sabe que o preconceito se manifesta de formas variadas e perversas.

Com medo de ofender os pacientes, médicos deixam de encaminhá-los ao psiquiatra. Os pacientes que recebem encaminhamento desistem de procurar o especialista por medo do diagnóstico e da discriminação que ele e a família passarão a sofrer.

O estigma destrói a autoestima dos doentes. Eles deixam de procurar emprego ou de lutar por assistência adequada. Estima-se que no Brasil 58% dos casos de esquizofrenia não recebem tratamento.

Muita gente acredita que os doentes mentais são violentos. As notícias sobre crimes ajudam a perpetuar essa crença. “93% das pessoas com doença mental não são violentas, mas isso nunca é notícia”, diz o professor Wagner Gattaz, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Pouco depois do chamado Massacre do Realengo, quando um ex-aluno entrou numa escola no Rio de Janeiro, matou 12 adolescentes, feriu outros 12 e se matou, os pacientes de Gattaz passaram a relatar ainda mais dificuldades.

“Eles diziam que a família estava com medo, que os amigos passaram a evitá-los e que deixaram de conseguir emprego porque as pessoas achavam que eles poderiam passar fogo em todo mundo a qualquer momento”, diz Gattaz.

Não nos damos conta, mas uma das formas mais eficientes de perpetuar o preconceito contra os doentes mentais é aplicar termos da psiquiatria fora do contexto. Quem nunca fez isso?
A imprensa é mestre na arte do uso metafórico da palavra esquizofrenia. Os portadores dessa doença apresentam períodos em que têm dificuldade para distinguir o real do imaginado. Podem ocorrer mudanças na forma de pensar e sentir, com prejuízo das relações afetivas e do desempenho profissional e social.

Esquizofrenia é isso, mas na linguagem corrente passou a designar todas as mazelas da política, da economia e as esquisitices da cultura pop. Faltou palavra? Tascamos um esquizofrênico e todo mundo entende o que queremos dizer.

Uma amostra dessa prática foi reunida num interessante estudo sobre o estigma da esquizofrenia na mídia, assinado por Francisco Bevilacqua Guarniero, Ruth Helena Bellinghini e Wagner Gattaz.
O uso metafórico da palavra “esquizofrenia” e, principalmente, “esquizofrênico (a)”, nos sentidos de “absurdo”, “incoerente” e “contraditório” é recorrente.

Nas colunas de política, são esquizofrênicos: o governo, o Judiciário, as relações Brasil-Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Comunidade Europeia.
Nas colunas de economia, esquizofrênicas são a política cambial e a política econômica.
Nas editorias de artes e espetáculos, quase tudo é classificado como esquizofrênico(a):
• O Festival de Cinema de Gramado
• O show da cantora Cyndi Lauper (que passa de “clássicos a platitudes pop”)
• O ritmo do musical Evita
• Batman
• O ator (que se despe de si mesmo para vestir um personagem, segundo a atriz Bruna Lombardi)
• A infelicidade de hoje (segundo o cineasta e colunista Arnaldo Jabor)
• Rose, a vizinha do personagem Charlie Harper na série Two and a Half Man
• A cantora Madonna (que na adolescência não se decidia entre ser freira e popstar, segundo ela mesma)
• O jornal The New York Times (por cobrar pelo acesso online, mas distribuir conteúdo gratuitamente nas redes sociais)
Seria divertido se não fosse trágico. A assistência à saúde mental no Brasil vive uma crise profunda. ÉPOCA contou isso aqui. Há uma luta ideológica entre os psiquiatras e parte dos psicólogos. As famílias estão desesperadas. Falta acesso a medicamentos, ambulatórios e leitos psiquiátricos para internar os pacientes nos momentos de crise. Apenas 2% dos gastos do SUS são destinados à saúde mental.

Mudar isso tudo depende de mobilização, dinheiro e disposição para a luta política. Combater o estigma não custa nada e depende da vontade individual. Um bom começo é pensar nas palavras que escolhemos e repetimos. Elas têm peso e consequência.

(Fonte: Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras - http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2013/08/psicofobia-e-o-peso-das-palavras.html)

 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

“Paciente com depressão tem medo de ser tachado de louco”, diz especialista

Segundo médico, preconceito é uma das barreiras para a falta de adesão ao tratamento



A depressão ainda é uma doença estigmatizada que envolve muitos mitos e tabus. De acordo com o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), os pacientes têm preconceito e medo de serem tachados de loucos ou doentes mentais, por isso demoram a procurar ajuda médica e, consequentemente, aderir ao tratamento.
— Esta demora pode acarretar na cronificação do quadro, o que dificulta a remissão da doença. Por isso, o primeiro passo é vencer o medo do diagnóstico.
Com depressão e transtorno bipolar, PC Siqueira desabafa: "muito ruim viver assim"
Ultrapassada a primeira barreira, o segundo passo é avaliar o estágio da depressão. Segundo o psiquiatra Kalil Duailibi, coordenador do departamento de psiquiatria da Unisa (Universidade de Santo Amaro), nem todo diagnóstico exige uso de medicação.
— No caso de uma depressão leve, a orientação é fazer psicoterapia, mudar hábitos e praticar atividade física, de preferência aeróbia, quatro vezes por semana. O uso de antidepressivo geralmente é prescrito em quadros moderado e grave.
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O especialista acrescenta que “os remédios não causam dependência e podem ser administrados com segurança por muito tempo”.
— O tempo de uso pode variar de meses a anos e somente 10% das pessoas que sofrem de depressão vão precisar manter o tratamento para o resto da vida.
"Passei quase um mês trancada em casa chorando e dormindo", diz estudante que sofre de depressão
Segundo o presidente da ABP, a interrupção do antidepressivo nunca deve ser feita de forma abrupta. A orientação é diminuir as doses de forma lenta e gradativa, com orientação médica, para evitar recaídas. Kalil acrescenta que “estar se sentindo bem não significa deixar o remédio de lado”.
— Isso é um erro. A meta do tratamento da depressão é contribuir para que a pessoa volte a ter uma vida normal, ou seja, sinta prazer nas atividades habitualmente agradáveis e seja reintegrada em todas as esferas de sua vida: social, afetiva e profissional.
Segundo dados da ABP, mais de 80% das pessoas com depressão podem melhorar se receberem o tratamento correto.
Abandono do tratamento
De fato, o medicamento pode levar até 15 dias para começar a ter boa ação antidepressiva. No entanto, os efeitos colaterais são imediatos, o que dificulta bastante a adesão ao tratamento e faz com que o paciente queira abandoná-lo precocemente, conforme explica Kalil.
— A maioria dos pacientes interrompe o tratamento duas a três vezes até perceber que ficam mais vulneráveis a ter novas crises. A partir daí, costumam seguir as orientações médicas.
Entre os efeitos desagradáveis, o médico cita boca seca, prisão de ventre, visão turva, diminuição da libido, insônia e ganho de peso. Mas, para Geraldo, estes não são motivos suficientes para suspender a medicação.
— Apesar das desvantagens dos efeitos colaterais, a medicação promove uma melhora significativa da depressão. Além disso, temos muitas classes de medicamentos, que conseguem atender cada perfil de paciente.
O presidente da ABP alerta que pessoas que já tiveram um quadro de depressão têm 50% de chance de ter outro. Para quem já teve dois episódios, o risco aumenta para 70% e, para quem teve três, sobe para mais de 90%.
Depressão é uma doença feminina
A depressão pode ocorrer em qualquer ciclo da vida, mas como o sexo feminino passa por vários processos hormonais, as mulheres estão mais vulneráveis para a depressão, alerta Kalil.
— Entre 12 e 55 anos a depressão afeta quatro mulheres para cada homem, enquanto na infância e terceira idade a proporção é mais equilibrada, de uma mulher para cada homem.
A ex-BBB Fani Pacheco, de 30 anos, faz parte desta estatística. Em entrevistas a jornais e revistas, Fani já assumiu ter depressão desde os 22 anos e garantiu que ficar sem medicamento a faz se sentir desmotivada e sem vontade de fazer nada.
Segundo Geraldo, a depressão não é tristeza, mas pode vir acompanhada deste sentimento, assim como melancolia, desânimo, falta de interesse por qualquer atividade, alterações do sono e do apetite, pensamentos negativos, desesperança e desamparo.
— A depressão tira as forças da pessoa, mas com o tratamento adequado este quadro pode ser revertido.


Entre 12 e 55 anos a depressão é mais comum no sexo feminino, afetando quatro mulheres para cada homem
FONTE: http://noticias.r7.com/saude/paciente-com-depressao-tem-medo-de-ser-tachado-de-louco-diz-especialista-18062013

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Preconceito contra doente mental deveria ser crime

Clique duas vezes para ler.
Fonte: Jornal O DIA. Publicação dia 10 de dezembro de 2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Senador Aécio Neves apoia criminalização da Psicofobia

Senador Aécio Neves apoia criminalização da Psicofobia



A campanha da ABP para aprovação da emenda que criminaliza a Psicofobia ganhou mais um aliado: o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Em audiência realizada na tarde do dia 21/11 no Senado Federal, em Brasília, o parlamentar mineiro recebeu com preocupação os dados sobre a saúde mental do brasileiro apresentados pelo presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, que mostram que atualmente 46 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de transtorno mental. Sensibilizado com o quadro, o senador disse que “diante da grande preocupação da saúde pública, a proposta da Associação Brasileira de Psiquiatria tem o seu total apoio.”

Em defesa à emenda apresentada pelo senador Paulo Davim (PV-RN) ao projeto que reforma o Código Penal, Antônio Geraldo esclareceu ao senador tucano que, apesar de ser uma questão discriminatória, a Psicofobia vai mais além e chega a falta de leitos psiquiátricos e a ausência do Estado na garantia da excelência do atendimento aos doentes mentais. “Hoje vivemos um cenário preocupante onde o doente mental é marginalizado pela sua condição patológica o que torna difícil, e muita vezes inacessível, o acesso ao tratamento, cronificando a doença”, completou.

Aécio Neves recebeu do presidente da ABP, o vídeo gravado pelo humorista Chico Anysio (falecido) em que definiu como ‘criminoso’ o preconceito contra as doenças mentais. “Achar que ir ao psiquiatra ainda é coisa de maluco, é retrato do preconceito. Depressão é uma coisa, maluquice é outra”, disse Chico na última entrevista gravado antes do falecimento.

Sempre presente – O senador Paulo Davim, autor da proposta de emenda ao projeto de reformulação do Código Penal também esteve presente à audiência entre Antonio Geraldo da Silva e o parlamentar mineiro. Ele disse que a peregrinação da ABP aos gabinetes do Senado está surtindo um efeito excelente e engrossando a corrente de apoio a aprovação da emenda. “Estamos num período fundamental de convencimento e nada melhor do que contar com a ABP nesse trabalho porque é exatamente a instituição que tem os números e os argumentos irrefutáveis para mostrar a real situação em que estão sendo submetidos os doentes mentais”, completou.
Associação Brasileira de Psiquiatria
FONTE: http://www.anmp.com.br/umamidia.php?idn=3574.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Novo CP: Associação Brasileira de Psiquiatria quer criminalizar Psicofobia

Novo CP: Associação Brasileira de Psiquiatria quer criminalizar Psicofobia


A possibilidade de criminalização da Psicofobia no Novo Código Penal foi tema de uma audiência do senador Pedro Taques (PDT-MT) com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), na manhã do dia 07.11. O mato-grossense, relator da Comissão que estuda a reforma a legislação penal, recebeu contribuições da entidade que pretende tornar crime, inclusive com a possibilidade de prisão, a prática preconceituosa contra pessoas que apresentam algum tipo de transtorno mental ou problema psicológico.

"Precisamos desenvolver melhor o tema. Gostaria de uma contribuição da Associação com argumentos, além de números que justifiquem a tipificação penal. É uma questão sensível que pode receber tratamento na nova legislação, por meio de emendas", afirmou o senador Pedro Taques.

Dados do Ministério da Saúde apontam que pelo menos 46 milhões de brasileiros têm problemas mentais ou psicológicos, o equivalente a aproximadamente 25% da população."O dado é alarmante e precisa de análise e comprometimento das autoridades, médicos e entidades para promover uma política de saúde pública eficiente”, avalia o psiquiatra Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP.

De acordo com levantamentos da entidade, "graças ao preconceito”, muitos brasileiros acabam se drogando, recorrendo a todo tipo de intervenção, mas não recebem tratamento em consultório psiquiátrico. Para a ABP, a inserção de uma nova tipificação penal pode trazer um caráter didático na cultura brasileira, estimulando as pessoas a buscar diagnóstico e tratamento.

A audiência com o senador Pedro Taques foi acompanhada pelo senador Paulo Davim (PV-RN) que se comprometeu a propor à Comissão Especial que analisa o novo Código Penal uma emenda que integrará a Psicofobia no mesmo capítulo que trata o racismo e preconceito de gênero.

Uma nova audiência deve acontecer para que a ABP e o senador Paulo Davim entreguem suas contribuições em forma de emendas ao relator.

Assessoria
FONTE: http://www.pedrotaquesmt.com.br/noticias/novo-cp-associacao-brasileira-de-psiquiatria-quer-criminalizar-psicofobia

sábado, 3 de novembro de 2012

Artistas fazem campanha contra a Psicofobia

De acordo com o psiquiatra Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP, hoje mais de 40 milhões de pessoas sofrem de algum distúrbio psíquico, e graças ao preconceito muitos acabam se drogando, recorrendo a todo tipo de intervenção, mas não passam num consultório psiquiátrico, com receio de se tornarem vítimas de preconceito.

”De verdade, quem sofre de algum transtorno psiquiátrico merece o mesmo respeito que um diabético ou portador de qualquer outra doença crônica, não tem sentido a pessoa ser discriminada”, diz o médico. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 25% da população é portadora de alguma patologia psiquiátrica. “O dado é alarmante e precisa de análise e comprometimento das autoridades, médicos e entidades para promover uma política de saúde pública eficiente”, sugere Silva.

O fato é que o preconceito existe, e muitas pessoas estão sem receber tratamento para evitar este estigma. A despeito de hoje já existir inúmeras novidades no tratamento de doenças como bipolaridade, esquizofrenia, síndrome de pânico e outros problemas mais frequentes, como ansiedade generalizada e transtorno obsessivo compulsivo.

Celebridades relatam experiências

O motivo da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) convidar artistas para participar de campanhas de conscientização é derrubar preconceitos. Maurício Mattar, por exemplo, conta que há um ano está em tratamento contra o transtorno bipolar e, hoje, se considera uma pessoa feliz.

“Vivia entre altos e baixos e não sabia que sofria de oscilação de humor. Era uma pessoa tão instável que o fato de odiar o calor me tornava irracional, arrumava brigas homéricas, no meio das gravações, enfim, era um chato, que não sabia que era doente.

Busquei todo tipo de ajuda, no budismo, na meditação e outros lugares que, claro, me ajudaram, mas, me equilibrar de fato, só a medicação mesmo”, diz. O mesmo relata o locutor Luciano do Valle, que viveu uma de suas piores experiências , quando estava na África do Sul, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol de 2010. Com quadros depressivos, síndrome do pânico e bipolaridade, não conseguia trabalhar.

A crise quase o fez desistir da profissão. Ele conta que só mesmo a ajuda psicotera-pêutica e as medicações lhe devolveram o equilíbrio mental. Tanto que acaba de escrever um livro book com depoimento de 50 pessoas que fizeram ou fazem parte do cenário esportivo, e com quem ele cruzou ao longo de sua carreira. O locutor se empenha junto com a ABP para inserir nos quadros esportivos a obrigatoriedade de acompanhamento psiquiátrico para jogadores de futebol.

”Assim como tem preparador físico, nutricionista e outros profissionais, os times precisam, também, de acompanhamento com psiquiatra”, afirma.

Por sua vez, a atriz Luciana Vendramini recorreu a caminhadas, à acupuntura e até mesmo à sua irmã, com quem convivia na época em que foi vítima de um surto de transtorno obsessivo compulsivo, quando chegou a precisar de 24 horas do dia para realizar apenas três tarefas: tomar banho, levantar e dormir.

”Eram horas para conseguir sair do quarto, outras tantas horas para concluir o ritual do banho, e outras tantas para contar um xis de táxis, antes de finalmente conseguir me deitar”, diz. A atriz, que começou cedo sua carreira, não imaginava que sua doença era tão séria, e mesmo lendo tudo que podia sobre o assunto passou pela difícil fase da negação, dela e de sua família, com relação à doença.

Mas ainda hoje enfrenta o problema com relação aos colegas de trabalho. “É difícil aceitar o que não se entende. Por isso, temos que tornar as pessoas mais conscientes destas doenças”, diz. Para contribuir com a campanha, Luciana está escrevendo um livro, em parceria com o psiquiatra Antonio Silva, que deverá ser lançado até o final do ano.

Psicofobia é crime, diz presidente

Na visão do presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o psiquiatra Antonio Geraldo da Silva, o programa “Sociedade contra o Preconceito”, que na verdade foi deflagrado no ano passado, com a presença de personalidades como Cássia Kiss e Chico Anysio, durante congresso no Rio de Janeiro, está ganhando as ruas e os noticiários.

Já está no Senado uma discussão que pretende imputar a psicofobia como crime: aquele que discriminar um portador de doença psiquiátrica.

Além disso, há também discussões científicas fundamentando toda a problemática. O psiquiatra afirma que basta que a ideia seja disseminada e que todos se unam para que se puna a psicofobia da mesma forma como hoje ocorre com a homofobia, o racismo e outras situações que envolvem discriminação. “Somente juntos poderemos desmistificar e acabar de vez com o que é dito e pensado de forma errônea sobre os portadores de transtornos e deficiências mentais”, diz.

O senador Paulo Davim (PV) reconhece que os números apresentados são alarmantes e é preciso agir rápido para evitar que o preconceito contra portadores de transtornos e deficiências mentais se torne mais um problema de direitos humanos. Ele diz que o momento é oportuno para apresentar emenda criminalizando a psicofobia, mas ressalta que a luta ainda está no início. “Os doentes mentais têm direito a ser tratados com respeito e a hora é agora, com a análise do anteprojeto do Código Penal. Se a homofobia é considerada crime de racismo, a psicofobia também precisa ser criminalizada”, diz.

Quem faz coro ao psiquiatra é o médico argentino Jorge Luis Pellegrini, um dos convidados internacionais para o Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico, que acontece em São Paulo entre os dias 15 e 17 de novembro. Ele participa de debates sobre a prática de tratamento humanizado a pacientes em sofrimento psíquico e afirma que “é preciso parar de pensar em doença mental como um processo que fatalmente conduz à cronicidade”.

Para o psiquiatra, “com o desenvolvimento das técnicas no campo da psicoterapia, psicofarmacologia, expressão corporal, psicodrama, terapia de grupo e tudo o que foi desenvolvido na Argentina, por exemplo, e em várias partes do mundo, é absolutamente insustentável que haja internações que durem mais de 20 dias.”

Sua proposta é ir às ruas, onde as doenças se produzem. Pelegrini recebeu, em 2005, o Prêmio Mundial de Psiquiatria por sua atuação, ao longo de toda a vida, em defesa dos direitos humanos em psiquiatria. Ele próprio foi vítima da violação desses direitos durante a ditadura argentina militar, quando foi preso e excluído da universidade e do hospital onde trabalhava.
FONTE: http://www.fmdiario.com.br/Noticias/Saude/115163,,Artistas+fazem+campanha+contra+a+Psicofobia+.aspx

sábado, 20 de outubro de 2012

Bernardinho, que além de técnico da Seleção masculina de vôlei é um dos palestrantes mais queridos do País, foi ao 30º Congresso Brasileiro de Psiquiatria (CBP), em Natal, Rio Grande do Norte, só para fazer palestra sobre a conscientização, principalmente dos jovens, em relação ao crack. Por isso, dispensou o cachê: vai estar lá pela causa, em vez de encarar o evento como um trabalho.


A iniciativa de Bernardinho faz parte da campanha “Craque que é craque não usa crack”, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A atriz Luciana Vendramini e o comentarista esportivo Luciano do Valle também participaram: foram contar casos clínicos e pessoais sobre distúrbios psiquiátricos. O congresso foi até sábado (13/10), e Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP, falou do aumento de 15% no número de participantes este ano, em comparação com a edição passada

FONTE: http://lulacerda.ig.com.br/bernardinho-craque-fala-sobre-o-crack/



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Saúde Mental

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Profissionais de saúde pedem criminalização da psicofobia

Profissionais da área de saúde mental, em audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), solicitaram a inclusão de emenda ao projeto de reforma do Código Penal (PLS 236/12) para dar suporte a pessoas com esquizofrenia, bipolaridade, dislexia, autismo, ansiedade, transtornos alimentares e síndrome de Down. O tema do debate foi a criminalização da segregação de portadores de transtornos mentais, denominada de psicofobia.


Segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, 55 milhões de brasileiros sofrem de transtornos mentais e não possuem respaldo governamental para se tratar.

— A maioria dos pacientes está morando nas ruas ou nas cadeias. E não temos campanhas de prevenção. Os gastos com a saúde mental são cada vez menores — afirmou Silva, ressaltando que o preconceito é preponderante na hora de o doente procurar tratamento e emprego.

— O paciente não se trata por receio de ser estigmatizado como louco. E chegam a pedir receitas sem identificação do psiquiatra, com medo de serem demitidos do trabalho — disse.

O senador Paulo Davim (PV-RN), que presidiu a reunião, já elaborou emenda ao projeto para estabelecer medidas e providências em casos de psicofobia.

Participaram também da audiência a presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção, Iane Kestelman; a vice-presidente da Associação Brasileira de Transtornos Afetivos, Helena Maria Calil; e o conselheiro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia Daniel Fuentes.

(..)

Acrescento a matéria acima, o conceito de "psicofobia" que encontrei no Wikipedia, e pode ser útil, veja abaixo:

Psicofobia é medo, preconceito ou discriminação contra os doentes mentais. Ao longo da história doentes mentais foram acusados de ser possuídos pelos demônios ou o diabo ou de serem bruxos ou demônios ou servos do diabo. Nos tempos modernos, quando foi desenvolvida a psicologia verificou-se que essas pessoas tinham uma doença mental e não demônios ou quaisquer outras explicações acima mencionadas. O receio do doente mental ainda continua.

Contra o preconceito e estigma!

FONTE: http://tabipolar.blogspot.com.br/2012/09/bipolaridade-psicofobia-e-projeto-de-lei.html

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