quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Brasil é o 8º país com mais suicídios do mundo
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sábado, 20 de agosto de 2016
Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood' Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/antonio-geraldo-da-silva-psiquiatra-pai-do-estigma-se-chama-hollywood-16614786#ixzz4HWXoaLmz © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood'
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/antonio-geraldo-da-silva-psiquiatra-pai-do-estigma-se-chama-hollywood-16614786#ixzz4HWXoaLmz
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terça-feira, 7 de julho de 2015
Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood'
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/antonio-geraldo-da-silva-psiquiatra-pai-do-estigma-se-chama-hollywood-16614786#ixzz3fDmCgjfd
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Marcadores: Psicofobia, Suicidio
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
O médico fala sobre o suicídio e como ele pode ser explicado pela ética, pelo discurso humanista e pela psiquiatria. Ele discute também a cobertura midiática de casos famosos como o do ator Robin Williams, o músico Champignon e o humorista Fausto Fanti. “Quando se faz uma glamurização desse ato ou se descreve como o ato foi feito, isso é um problema. O que deve ser feito ou falado em relação ao suicídio é no sentido de prevenção. É uma questão de saúde pública”, explica.
Antônio defende que o assunto deve ser exposto na mídia para estimular a prevenção.Ele conta que 97% das pessoas que cometeram suicídio eram portadoras de algum tipo de distúrbio mental e afirma que é necessária a criação de um sistema de saúde acolhedor e vigilante para cuidar de pacientes que apresentam essa tendência. “50% das pessoas que cometeram suicídio chegaram a procurar, semanas antes, algum profissional de saúde para pedir socorro”.
Fonte: http://gnt.globo.com/bem-estar/materias/o-psiquiatra-antonio-geraldo-conversa-com-gabi-sobre-transtornos-que-levam-ao-suicidio.htm
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Marcadores: Psicofobia, Suicidio
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
A psicofobia e o peso das palavras
A psicofobia e o peso das palavras
O preconceito contra quem sofre de transtornos mentais pode virar crime
Durante a conversa, Chico fez um comentário e uma sugestão:
– Antigamente existiam carros usados. Agora chamam de “seminovos”. As coisas hoje têm esses nomes. Crie um nome para o preconceito.
O conselho do comunicador não foi esquecido. Muitas reuniões depois, a ABP lançou o termo “psicofobia”. Atualmente ele é adotado para designar atitudes preconceituosas e discriminatórias contra as deficiências e os transtornos mentais. O uso da palavra se disseminou. Uma busca rápida no Google aponta 16 mil textos em que ela é citada.
A psicofobia pode virar crime. O senador Paulo Davim (PV-RN) propôs uma emenda para incluir esse tipo de preconceito no projeto de lei de reforma do Código Penal Brasileiro. Vários senadores, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), apoiam a proposta.
Cerca de 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental no Brasil, segundo uma estimativa conservadora da Organização Mundial da Saúde. Quem sofre de depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo, entre outras doenças, sabe que o preconceito se manifesta de formas variadas e perversas.
Com medo de ofender os pacientes, médicos deixam de encaminhá-los ao psiquiatra. Os pacientes que recebem encaminhamento desistem de procurar o especialista por medo do diagnóstico e da discriminação que ele e a família passarão a sofrer.
O estigma destrói a autoestima dos doentes. Eles deixam de procurar emprego ou de lutar por assistência adequada. Estima-se que no Brasil 58% dos casos de esquizofrenia não recebem tratamento.
Muita gente acredita que os doentes mentais são violentos. As notícias sobre crimes ajudam a perpetuar essa crença. “93% das pessoas com doença mental não são violentas, mas isso nunca é notícia”, diz o professor Wagner Gattaz, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Pouco depois do chamado Massacre do Realengo, quando um ex-aluno entrou numa escola no Rio de Janeiro, matou 12 adolescentes, feriu outros 12 e se matou, os pacientes de Gattaz passaram a relatar ainda mais dificuldades.
“Eles diziam que a família estava com medo, que os amigos passaram a evitá-los e que deixaram de conseguir emprego porque as pessoas achavam que eles poderiam passar fogo em todo mundo a qualquer momento”, diz Gattaz.
Não nos damos conta, mas uma das formas mais eficientes de perpetuar o preconceito contra os doentes mentais é aplicar termos da psiquiatria fora do contexto. Quem nunca fez isso?
A imprensa é mestre na arte do uso metafórico da palavra esquizofrenia. Os portadores dessa doença apresentam períodos em que têm dificuldade para distinguir o real do imaginado. Podem ocorrer mudanças na forma de pensar e sentir, com prejuízo das relações afetivas e do desempenho profissional e social.
Esquizofrenia é isso, mas na linguagem corrente passou a designar todas as mazelas da política, da economia e as esquisitices da cultura pop. Faltou palavra? Tascamos um esquizofrênico e todo mundo entende o que queremos dizer.
Uma amostra dessa prática foi reunida num interessante estudo sobre o estigma da esquizofrenia na mídia, assinado por Francisco Bevilacqua Guarniero, Ruth Helena Bellinghini e Wagner Gattaz.
O uso metafórico da palavra “esquizofrenia” e, principalmente, “esquizofrênico (a)”, nos sentidos de “absurdo”, “incoerente” e “contraditório” é recorrente.
Nas colunas de política, são esquizofrênicos: o governo, o Judiciário, as relações Brasil-Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Comunidade Europeia.
Nas colunas de economia, esquizofrênicas são a política cambial e a política econômica.
Nas editorias de artes e espetáculos, quase tudo é classificado como esquizofrênico(a):
• O Festival de Cinema de Gramado
• O show da cantora Cyndi Lauper (que passa de “clássicos a platitudes pop”)
• O ritmo do musical Evita
• Batman
• O ator (que se despe de si mesmo para vestir um personagem, segundo a atriz Bruna Lombardi)
• A infelicidade de hoje (segundo o cineasta e colunista Arnaldo Jabor)
• Rose, a vizinha do personagem Charlie Harper na série Two and a Half Man
• A cantora Madonna (que na adolescência não se decidia entre ser freira e popstar, segundo ela mesma)
• O jornal The New York Times (por cobrar pelo acesso online, mas distribuir conteúdo gratuitamente nas redes sociais)
Seria divertido se não fosse trágico. A assistência à saúde mental no Brasil vive uma crise profunda. ÉPOCA contou isso aqui. Há uma luta ideológica entre os psiquiatras e parte dos psicólogos. As famílias estão desesperadas. Falta acesso a medicamentos, ambulatórios e leitos psiquiátricos para internar os pacientes nos momentos de crise. Apenas 2% dos gastos do SUS são destinados à saúde mental.
Mudar isso tudo depende de mobilização, dinheiro e disposição para a luta política. Combater o estigma não custa nada e depende da vontade individual. Um bom começo é pensar nas palavras que escolhemos e repetimos. Elas têm peso e consequência.
(Fonte: Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras - http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2013/08/psicofobia-e-o-peso-das-palavras.html)
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
“Paciente com depressão tem medo de ser tachado de louco”, diz especialista
A depressão ainda é uma doença estigmatizada que envolve muitos mitos e tabus. De acordo com o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), os pacientes têm preconceito e medo de serem tachados de loucos ou doentes mentais, por isso demoram a procurar ajuda médica e, consequentemente, aderir ao tratamento.
— Esta demora pode acarretar na cronificação do quadro, o que dificulta a remissão da doença. Por isso, o primeiro passo é vencer o medo do diagnóstico.
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Ultrapassada a primeira barreira, o segundo passo é avaliar o estágio da depressão. Segundo o psiquiatra Kalil Duailibi, coordenador do departamento de psiquiatria da Unisa (Universidade de Santo Amaro), nem todo diagnóstico exige uso de medicação.
— No caso de uma depressão leve, a orientação é fazer psicoterapia, mudar hábitos e praticar atividade física, de preferência aeróbia, quatro vezes por semana. O uso de antidepressivo geralmente é prescrito em quadros moderado e grave.
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O especialista acrescenta que “os remédios não causam dependência e podem ser administrados com segurança por muito tempo”.
— O tempo de uso pode variar de meses a anos e somente 10% das pessoas que sofrem de depressão vão precisar manter o tratamento para o resto da vida.
"Passei quase um mês trancada em casa chorando e dormindo", diz estudante que sofre de depressão
Segundo o presidente da ABP, a interrupção do antidepressivo nunca deve ser feita de forma abrupta. A orientação é diminuir as doses de forma lenta e gradativa, com orientação médica, para evitar recaídas. Kalil acrescenta que “estar se sentindo bem não significa deixar o remédio de lado”.
— Isso é um erro. A meta do tratamento da depressão é contribuir para que a pessoa volte a ter uma vida normal, ou seja, sinta prazer nas atividades habitualmente agradáveis e seja reintegrada em todas as esferas de sua vida: social, afetiva e profissional.
Segundo dados da ABP, mais de 80% das pessoas com depressão podem melhorar se receberem o tratamento correto.
Abandono do tratamento
De fato, o medicamento pode levar até 15 dias para começar a ter boa ação antidepressiva. No entanto, os efeitos colaterais são imediatos, o que dificulta bastante a adesão ao tratamento e faz com que o paciente queira abandoná-lo precocemente, conforme explica Kalil.
— A maioria dos pacientes interrompe o tratamento duas a três vezes até perceber que ficam mais vulneráveis a ter novas crises. A partir daí, costumam seguir as orientações médicas.
Entre os efeitos desagradáveis, o médico cita boca seca, prisão de ventre, visão turva, diminuição da libido, insônia e ganho de peso. Mas, para Geraldo, estes não são motivos suficientes para suspender a medicação.
— Apesar das desvantagens dos efeitos colaterais, a medicação promove uma melhora significativa da depressão. Além disso, temos muitas classes de medicamentos, que conseguem atender cada perfil de paciente.
O presidente da ABP alerta que pessoas que já tiveram um quadro de depressão têm 50% de chance de ter outro. Para quem já teve dois episódios, o risco aumenta para 70% e, para quem teve três, sobe para mais de 90%.
Depressão é uma doença feminina
A depressão pode ocorrer em qualquer ciclo da vida, mas como o sexo feminino passa por vários processos hormonais, as mulheres estão mais vulneráveis para a depressão, alerta Kalil.
— Entre 12 e 55 anos a depressão afeta quatro mulheres para cada homem, enquanto na infância e terceira idade a proporção é mais equilibrada, de uma mulher para cada homem.
A ex-BBB Fani Pacheco, de 30 anos, faz parte desta estatística. Em entrevistas a jornais e revistas, Fani já assumiu ter depressão desde os 22 anos e garantiu que ficar sem medicamento a faz se sentir desmotivada e sem vontade de fazer nada.
Segundo Geraldo, a depressão não é tristeza, mas pode vir acompanhada deste sentimento, assim como melancolia, desânimo, falta de interesse por qualquer atividade, alterações do sono e do apetite, pensamentos negativos, desesperança e desamparo.
— A depressão tira as forças da pessoa, mas com o tratamento adequado este quadro pode ser revertido.
Entre 12 e 55 anos a depressão é mais comum no sexo feminino, afetando quatro mulheres para cada homem
FONTE: http://noticias.r7.com/saude/paciente-com-depressao-tem-medo-de-ser-tachado-de-louco-diz-especialista-18062013
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Preconceito contra doente mental deveria ser crime
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Senador Aécio Neves apoia criminalização da Psicofobia
A campanha da ABP para aprovação da emenda que criminaliza a Psicofobia ganhou mais um aliado: o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Em audiência realizada na tarde do dia 21/11 no Senado Federal, em Brasília, o parlamentar mineiro recebeu com preocupação os dados sobre a saúde mental do brasileiro apresentados pelo presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, que mostram que atualmente 46 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de transtorno mental. Sensibilizado com o quadro, o senador disse que “diante da grande preocupação da saúde pública, a proposta da Associação Brasileira de Psiquiatria tem o seu total apoio.”
Em defesa à emenda apresentada pelo senador Paulo Davim (PV-RN) ao projeto que reforma o Código Penal, Antônio Geraldo esclareceu ao senador tucano que, apesar de ser uma questão discriminatória, a Psicofobia vai mais além e chega a falta de leitos psiquiátricos e a ausência do Estado na garantia da excelência do atendimento aos doentes mentais. “Hoje vivemos um cenário preocupante onde o doente mental é marginalizado pela sua condição patológica o que torna difícil, e muita vezes inacessível, o acesso ao tratamento, cronificando a doença”, completou.
Aécio Neves recebeu do presidente da ABP, o vídeo gravado pelo humorista Chico Anysio (falecido) em que definiu como ‘criminoso’ o preconceito contra as doenças mentais. “Achar que ir ao psiquiatra ainda é coisa de maluco, é retrato do preconceito. Depressão é uma coisa, maluquice é outra”, disse Chico na última entrevista gravado antes do falecimento.
Sempre presente – O senador Paulo Davim, autor da proposta de emenda ao projeto de reformulação do Código Penal também esteve presente à audiência entre Antonio Geraldo da Silva e o parlamentar mineiro. Ele disse que a peregrinação da ABP aos gabinetes do Senado está surtindo um efeito excelente e engrossando a corrente de apoio a aprovação da emenda. “Estamos num período fundamental de convencimento e nada melhor do que contar com a ABP nesse trabalho porque é exatamente a instituição que tem os números e os argumentos irrefutáveis para mostrar a real situação em que estão sendo submetidos os doentes mentais”, completou.
Associação Brasileira de Psiquiatria
FONTE: http://www.anmp.com.br/umamidia.php?idn=3574.
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
Novo CP: Associação Brasileira de Psiquiatria quer criminalizar Psicofobia
A possibilidade de criminalização da Psicofobia no Novo Código Penal foi tema de uma audiência do senador Pedro Taques (PDT-MT) com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), na manhã do dia 07.11. O mato-grossense, relator da Comissão que estuda a reforma a legislação penal, recebeu contribuições da entidade que pretende tornar crime, inclusive com a possibilidade de prisão, a prática preconceituosa contra pessoas que apresentam algum tipo de transtorno mental ou problema psicológico.
"Precisamos desenvolver melhor o tema. Gostaria de uma contribuição da Associação com argumentos, além de números que justifiquem a tipificação penal. É uma questão sensível que pode receber tratamento na nova legislação, por meio de emendas", afirmou o senador Pedro Taques.
Dados do Ministério da Saúde apontam que pelo menos 46 milhões de brasileiros têm problemas mentais ou psicológicos, o equivalente a aproximadamente 25% da população."O dado é alarmante e precisa de análise e comprometimento das autoridades, médicos e entidades para promover uma política de saúde pública eficiente”, avalia o psiquiatra Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP.
De acordo com levantamentos da entidade, "graças ao preconceito”, muitos brasileiros acabam se drogando, recorrendo a todo tipo de intervenção, mas não recebem tratamento em consultório psiquiátrico. Para a ABP, a inserção de uma nova tipificação penal pode trazer um caráter didático na cultura brasileira, estimulando as pessoas a buscar diagnóstico e tratamento.
A audiência com o senador Pedro Taques foi acompanhada pelo senador Paulo Davim (PV-RN) que se comprometeu a propor à Comissão Especial que analisa o novo Código Penal uma emenda que integrará a Psicofobia no mesmo capítulo que trata o racismo e preconceito de gênero.
Uma nova audiência deve acontecer para que a ABP e o senador Paulo Davim entreguem suas contribuições em forma de emendas ao relator.
Assessoria
FONTE: http://www.pedrotaquesmt.com.br/noticias/novo-cp-associacao-brasileira-de-psiquiatria-quer-criminalizar-psicofobia
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sábado, 3 de novembro de 2012
Artistas fazem campanha contra a Psicofobia
”De verdade, quem sofre de algum transtorno psiquiátrico merece o mesmo respeito que um diabético ou portador de qualquer outra doença crônica, não tem sentido a pessoa ser discriminada”, diz o médico. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 25% da população é portadora de alguma patologia psiquiátrica. “O dado é alarmante e precisa de análise e comprometimento das autoridades, médicos e entidades para promover uma política de saúde pública eficiente”, sugere Silva.
O fato é que o preconceito existe, e muitas pessoas estão sem receber tratamento para evitar este estigma. A despeito de hoje já existir inúmeras novidades no tratamento de doenças como bipolaridade, esquizofrenia, síndrome de pânico e outros problemas mais frequentes, como ansiedade generalizada e transtorno obsessivo compulsivo.
Celebridades relatam experiências
O motivo da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) convidar artistas para participar de campanhas de conscientização é derrubar preconceitos. Maurício Mattar, por exemplo, conta que há um ano está em tratamento contra o transtorno bipolar e, hoje, se considera uma pessoa feliz.
“Vivia entre altos e baixos e não sabia que sofria de oscilação de humor. Era uma pessoa tão instável que o fato de odiar o calor me tornava irracional, arrumava brigas homéricas, no meio das gravações, enfim, era um chato, que não sabia que era doente.
Busquei todo tipo de ajuda, no budismo, na meditação e outros lugares que, claro, me ajudaram, mas, me equilibrar de fato, só a medicação mesmo”, diz. O mesmo relata o locutor Luciano do Valle, que viveu uma de suas piores experiências , quando estava na África do Sul, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol de 2010. Com quadros depressivos, síndrome do pânico e bipolaridade, não conseguia trabalhar.
A crise quase o fez desistir da profissão. Ele conta que só mesmo a ajuda psicotera-pêutica e as medicações lhe devolveram o equilíbrio mental. Tanto que acaba de escrever um livro book com depoimento de 50 pessoas que fizeram ou fazem parte do cenário esportivo, e com quem ele cruzou ao longo de sua carreira. O locutor se empenha junto com a ABP para inserir nos quadros esportivos a obrigatoriedade de acompanhamento psiquiátrico para jogadores de futebol.
”Assim como tem preparador físico, nutricionista e outros profissionais, os times precisam, também, de acompanhamento com psiquiatra”, afirma.
Por sua vez, a atriz Luciana Vendramini recorreu a caminhadas, à acupuntura e até mesmo à sua irmã, com quem convivia na época em que foi vítima de um surto de transtorno obsessivo compulsivo, quando chegou a precisar de 24 horas do dia para realizar apenas três tarefas: tomar banho, levantar e dormir.
”Eram horas para conseguir sair do quarto, outras tantas horas para concluir o ritual do banho, e outras tantas para contar um xis de táxis, antes de finalmente conseguir me deitar”, diz. A atriz, que começou cedo sua carreira, não imaginava que sua doença era tão séria, e mesmo lendo tudo que podia sobre o assunto passou pela difícil fase da negação, dela e de sua família, com relação à doença.
Mas ainda hoje enfrenta o problema com relação aos colegas de trabalho. “É difícil aceitar o que não se entende. Por isso, temos que tornar as pessoas mais conscientes destas doenças”, diz. Para contribuir com a campanha, Luciana está escrevendo um livro, em parceria com o psiquiatra Antonio Silva, que deverá ser lançado até o final do ano.
Psicofobia é crime, diz presidente
Na visão do presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o psiquiatra Antonio Geraldo da Silva, o programa “Sociedade contra o Preconceito”, que na verdade foi deflagrado no ano passado, com a presença de personalidades como Cássia Kiss e Chico Anysio, durante congresso no Rio de Janeiro, está ganhando as ruas e os noticiários.
Já está no Senado uma discussão que pretende imputar a psicofobia como crime: aquele que discriminar um portador de doença psiquiátrica.
Além disso, há também discussões científicas fundamentando toda a problemática. O psiquiatra afirma que basta que a ideia seja disseminada e que todos se unam para que se puna a psicofobia da mesma forma como hoje ocorre com a homofobia, o racismo e outras situações que envolvem discriminação. “Somente juntos poderemos desmistificar e acabar de vez com o que é dito e pensado de forma errônea sobre os portadores de transtornos e deficiências mentais”, diz.
O senador Paulo Davim (PV) reconhece que os números apresentados são alarmantes e é preciso agir rápido para evitar que o preconceito contra portadores de transtornos e deficiências mentais se torne mais um problema de direitos humanos. Ele diz que o momento é oportuno para apresentar emenda criminalizando a psicofobia, mas ressalta que a luta ainda está no início. “Os doentes mentais têm direito a ser tratados com respeito e a hora é agora, com a análise do anteprojeto do Código Penal. Se a homofobia é considerada crime de racismo, a psicofobia também precisa ser criminalizada”, diz.
Quem faz coro ao psiquiatra é o médico argentino Jorge Luis Pellegrini, um dos convidados internacionais para o Congresso Internacional de Acompanhamento Terapêutico, que acontece em São Paulo entre os dias 15 e 17 de novembro. Ele participa de debates sobre a prática de tratamento humanizado a pacientes em sofrimento psíquico e afirma que “é preciso parar de pensar em doença mental como um processo que fatalmente conduz à cronicidade”.
Para o psiquiatra, “com o desenvolvimento das técnicas no campo da psicoterapia, psicofarmacologia, expressão corporal, psicodrama, terapia de grupo e tudo o que foi desenvolvido na Argentina, por exemplo, e em várias partes do mundo, é absolutamente insustentável que haja internações que durem mais de 20 dias.”
Sua proposta é ir às ruas, onde as doenças se produzem. Pelegrini recebeu, em 2005, o Prêmio Mundial de Psiquiatria por sua atuação, ao longo de toda a vida, em defesa dos direitos humanos em psiquiatria. Ele próprio foi vítima da violação desses direitos durante a ditadura argentina militar, quando foi preso e excluído da universidade e do hospital onde trabalhava.
FONTE: http://www.fmdiario.com.br/Noticias/Saude/115163,,Artistas+fazem+campanha+contra+a+Psicofobia+.aspx
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sábado, 20 de outubro de 2012
A iniciativa de Bernardinho faz parte da campanha “Craque que é craque não usa crack”, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A atriz Luciana Vendramini e o comentarista esportivo Luciano do Valle também participaram: foram contar casos clínicos e pessoais sobre distúrbios psiquiátricos. O congresso foi até sábado (13/10), e Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP, falou do aumento de 15% no número de participantes este ano, em comparação com a edição passada
FONTE: http://lulacerda.ig.com.br/bernardinho-craque-fala-sobre-o-crack/
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Saúde Mental
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Profissionais de saúde pedem criminalização da psicofobia
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, 55 milhões de brasileiros sofrem de transtornos mentais e não possuem respaldo governamental para se tratar.
— A maioria dos pacientes está morando nas ruas ou nas cadeias. E não temos campanhas de prevenção. Os gastos com a saúde mental são cada vez menores — afirmou Silva, ressaltando que o preconceito é preponderante na hora de o doente procurar tratamento e emprego.
— O paciente não se trata por receio de ser estigmatizado como louco. E chegam a pedir receitas sem identificação do psiquiatra, com medo de serem demitidos do trabalho — disse.
O senador Paulo Davim (PV-RN), que presidiu a reunião, já elaborou emenda ao projeto para estabelecer medidas e providências em casos de psicofobia.
Participaram também da audiência a presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção, Iane Kestelman; a vice-presidente da Associação Brasileira de Transtornos Afetivos, Helena Maria Calil; e o conselheiro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia Daniel Fuentes.
(..)
Acrescento a matéria acima, o conceito de "psicofobia" que encontrei no Wikipedia, e pode ser útil, veja abaixo:
Psicofobia é medo, preconceito ou discriminação contra os doentes mentais. Ao longo da história doentes mentais foram acusados de ser possuídos pelos demônios ou o diabo ou de serem bruxos ou demônios ou servos do diabo. Nos tempos modernos, quando foi desenvolvida a psicologia verificou-se que essas pessoas tinham uma doença mental e não demônios ou quaisquer outras explicações acima mencionadas. O receio do doente mental ainda continua.
Contra o preconceito e estigma!
FONTE: http://tabipolar.blogspot.com.br/2012/09/bipolaridade-psicofobia-e-projeto-de-lei.html
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