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terça-feira, 9 de maio de 2017

Dados sobre antidepressivos podem mascarar situação

Dados sobre antidepressivos podem mascarar situação

Prefeitura de Jaú entrega quase 4 milhões de comprimidos para depressão e ansiedade em 2016


A Prefeitura de Jaú entregou quase 4 milhões de comprimidos usados para tratar depressão e ansiedade em 2016. O dado foi informado à reportagem pela Secretaria de Saúde do Município.
Embora o montante de medicamentos assuste, a estatística pode levar à errônea constatação de que existe, necessariamente, uma medicalização excessiva. 
Por isso, o assunto merece ser debatido de forma cautelosa e livre de preconceitos – o alerta é de Antônio Geraldo da Silva, diretor tesoureiro e superintendente técnico da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina (Apal).
Segundo os dados da Secretaria de Saúde de Jaú, os dez medicamentos com mais saída do almoxarifado para distribuição foram sertralina, clomipramina, nortriptilina, carbonato de lítio, imipramina, clonazepam, nitrazepam, diazepam, amitriptilina e fluoxetina. 
Foram, no total, 3.743.794 comprimidos. Não significa que, obrigatoriamente, essa foi a quantidade retirada por moradores de Jaú ao longo do ano passado, mas a quantia de medicamentos que saíram do almoxarifado, o que é feito conforme a demanda.
Num primeiro momento, o número pode assustar e levar à conclusão de que, numa cidade de aproximadamente 140 mil habitantes, a população está consumido antidepressivos e ansiolíticos em excesso.
Contudo, o psiquiatra Silva explica que, no caso de muitas das substâncias na lista da Prefeitura, é necessário dar mais de um comprimido para formar uma dose diária. 
“Por exemplo, o remédio imipramina, que não tem patente. A dose varia de 150 a 300 miligramas. Então, a pessoa tem de ingerir de seis a 12 comprimidos de 25 miligramas cada para que se obtenha o efeito de um”, explica.
Essa mesma matemática pode ser aplicada à clomipramina e à amitriptilina, cujas doses são de 150 a 300 miligramas por dia. Portanto, o paciente que retira medicamentos na Prefeitura precisa tomar de seis a 12 comprimidos de 25 miligramas cada. No caso da fluoxetina, quando se tem à disposição o comprimido de 20 miligramas, em geral é necessário ingerir dois por dia.
A sertralina, que em Jaú é distribuída na versão de 50 miligramas e é o medicamento mais procurado, com 1,5 milhão de comprimidos em 2016, é aplicada entre 100 e 300 miligramas por dia para tratar os pacientes. 
Tratamentos
Antônio Geraldo da Silva acrescenta que os medicamentos mencionados são usados na psiquiatria para tratar depressão, ansiedade, transtorno do pânico, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), entre outras doenças psiquiátricas. 
Alguns desses remédios, porém, também são empregados no combate a condições não psiquiátricas, como fibromialgia, dor crônica e tensão pré-menstrual (TPM).
“Toda vez que se fala de excesso de medicamentos, é preciso fazer as contas e analisar os dados de maneira responsável. Vejo, no Brasil, um subtratamento de doenças psiquiátricas”, critica. 
“Temos grande quantidade de doentes mentais nas cadeias, nas ruas, sendo explorados e sem conseguir emprego. É muito preconceito e descaso em relação aos doentes”, conclui.


Fonte:http://www.comerciodojahu.com.br/noticia/1363106/dados-sobre-antidepressivos-podem-mascarar-situacao

domingo, 30 de abril de 2017

“Os transtornos mentais são como qualquer outra doença”, diz psiquiatra sobre combate ao estigma

“Os transtornos mentais são como qualquer outra doença”, diz psiquiatra sobre combate ao estigma

Publicado por Cinthya Leite em Blog 

Temos um grave problema: a saúde pública brasileira sofreu um desmantelo. Foi com essa frase que o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina, começou a opinar sobre a política nacional de saúde mental, em entrevista ontem à TV JC.
Para ele, o acesso a um atendimento psiquiátrico de qualidade praticamente não existe em alguns lugares do País. E lamentavelmente o preconceito contra as pessoas que convivem com transtorno mental, como depressão e esquizofrenia, ainda perdura, inclusive na rede pública de assistência à saúde.
“Precisamos acompanhar as pessoas sem quebrar a rede social da qual elas fazem parte. É preciso atendê-las no bairro onde vivem. O que é mais simples para isso? Colocar uma equipe de saúde mental (psicólogo, psiquiatra e assistente social) nos postos de saúde. Por que alimentar a psicofobia (atitudes discriminatórias contra pessoas com transtornos mentais) ao criar um serviço específico, que são os Caps (Centros de Atenção Psicossocial), para esse paciente?”, questiona Antônio Geraldo.

Fonte: http://blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2017/03/04/os-transtornos-mentais-sao-como-qualquer-outra-doenca-diz-psiquiatra-sobre-combate-ao-estigma/

quinta-feira, 27 de abril de 2017

As muitas batalhas contra a depressão

“O mais difícil é achar alguém para conversar. Eu só queria conversar. Mas é muito difícil encontrar uma pessoa que entenda o que estou passando, que não é uma questão de querer sair desse estado, de ir viver a vida. É uma questão de querer, mas não conseguir fazer isso.” O desabafo é da gaúcha Andressa Silva Montenegro, moradora de Porto Alegre. Nos últimos dezenove anos, Andressa, que tem apenas 27 anos, vive diariamente sob o peso da depressão. O que ela diz no relato acima é o que todos os pacientes falam ou desejam falar, mas quase ninguém escuta. Depressão é doença, e não falta de vontade, caráter ou fraqueza. E, infelizmente, trata-se de uma enfermidade que cresce no Brasil. Um relatório recente da Organização Mundial de Saúde revelou que o País é o primeiro em número de casos na América Latina e o quinto no ranking mundial. Cerca de 11,5 milhões de pessoas por aqui são depressivas.

TRAGÉDIA Em um surto depressivo, Fábio matou a esposa, Thaise, e o filho Pedro. Em seguida, se suicidou na casa onde moravam, na zona leste de São Paulo
TRAGÉDIA Em um surto depressivo, Fábio matou a esposa, Thaise, e o filho Pedro. Em seguida, se suicidou na casa onde moravam, na zona leste de São Paulo

São várias as razões que situam o País entre os primeiros colocados nas taxas de incidência. Primeiro, a única que pode ser considerada positiva: o diagnóstico hoje é mais fácil do que anos atrás. Todos os outros motivos têm raiz em boa parte no ambiente estressante que os brasileiros vivem há décadas. “O estresse é um dos gatilhos para o desencadeamento da depressão”, afirma o psiquiatra Ricardo Alberto Moreno, diretor do Programa de Transtornos Afetivos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. O problema recrudesceu nos últimos anos com o agravamento das crises política e econômica, fazendo aumentar a procura por ajuda. “Logo no início de seu relatório, a OMS pontua que o sofrimento com perdas é um dos fatores que levam à depressão”, explica o psiquiatra Antonio Geraldo da Silva, presidente eleito da Associação dos Psiquiatras da América Latina e diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria. “Tivemos muitas perdas, decepções com líderes nos quais muito acreditavam, queda na renda financeira. Tudo isso contribuiu para o aumento no total de casos no Brasil.”
“Tivemos muitas perdas, como a queda na renda financeira. Isso contribuiu para o aumento no total de casos no Brasil” Antonio Geraldo da Silva, psiquiatra, presidente eleito da Associação dos Psiquiatras da América Latina
Como a maioria das doenças, depressão tem tratamento. O grande problema, evidenciado nas palavras de Andressa, é o entendimento equivocado de que ela não passa de um estado de ânimo derivado de uma personalidade fraca ou preguiçosa. Esse erro seminal faz com que a luta do paciente seja ainda mais dura do que ela já é. Em vez de uma batalha, ele enfrenta várias. A primeira começa dentro dele mesmo, que também não entende ou não aceita sentir uma tristeza que não tem fim, uma apatia e uma falta de prazer na vida que em muitas casos tiram dele até a vontade de viver. “Tinha muita dificuldade de aceitar. E não achava coragem de falar no assunto com ninguém”, conta a arquiteta Isabela Soares, 42 anos, de São Paulo, ao lembrar-se de quando começou a perceber os primeiros sintomas, há pouco mais de um ano.
GENÉTICA E AMBIENTE

RISCO O estresse pode ser um gatilho para o surgimento da doença, segundo o psiquiatra Moreno

A resistência fica maior ainda quando a doença se instala em vidas assentadas como a de Isabela, com filho, marido, amigos. O questionamento sobre o por quê de tanta tristeza ganha um tamanho enorme. É preciso ficar claro que os sintomas são derivados de um desequilíbrio concreto entre substâncias cerebrais que mediam o humor e as emoções. Ele ocorre por uma combinação entre predisposição genética e ambiente. Os antidepressivos corrigem as diferenças fisiológicas e a psicoterapia atua nas questões psicológicas envolvidas.
O cenário em todo o mundo, no entanto, é o da desinformação. Não é à toa que grupos como o de Apoio às Pessoas com Depressão, de Niterói, ainda acolhem tanta gente em busca de explicações para o que sentem. “Muitas pessoas chegam sem ter ideia do que está acontecendo”, diz o psicanalista Lenilson Ferreira, fundador da iniciativa.
Depois de lidar com a própria angústia, o paciente tem que se ver com o preconceito de quem está do lado. Pode ser o marido, a esposa, o amigo. Desde que resolveu falar abertamente que tinha depressão, Isabela vem recebendo os relatos de gente que enfrenta o mesmo problema, mas sem a solidariedade dos mais próximos. “Ouço muita gente dizer que não tem o apoio dos familiares, por exemplo.”
A ARQUITETURA CEREBRAL DA DEPRESSÃO
Uma pesquisa divulgada na semana passada mostrou pela primeira vez que a depressão modifica a arquitetura cerebral, mas os antidepressivos revertem as alterações. A região atingida é o córtex cerebral, a matéria cinza na superfície do cérebro na qual está contida a maior parte das células nervosas do corpo e onde ocorre o maior número de conexões entre os neurônios.
O trabalho foi feito no Hospital da Criança de Los Angeles, nos EUA. Análises de imagens cerebrais obtidas de 80 voluntários (41 depressivos) mostraram que a doença aumenta a espessura da área. E quanto mais espessa, maior a severidade dos sintomas. Os remédios retardam esse processo, o que revela que atuam em outros mecanismos além dos conhecidos (sobre substâncias cerebrais associadas ao humor).
Os novos elementos no conhecimento sobre a enfermidade servirão de base para tratamentos diferentes dos atuais. “A capacidade de o cérebro se readaptar a partir dos remédios será mais um alvo a ser trabalhado”, disse à ISTOÉ Bradley Peterson, um dos autores do estudo. “Podemos pensar em outros medicamentos, estimulação eletrofisiológica ou intervenções comportamentais e psicológicas capazes de agir sobre isso.”
A gaúcha Andressa viveu tudo isso e ainda enfrentou outro obstáculo muito comum na vida dos pacientes: a mistura de pouca informação e preconceito por parte de profissionais de saúde que, por dever de ofício, deveriam, primeiro, saber identificar uma doença. Segundo, respeitar a pessoa que estão atendendo. Na primeira crise mais grave, sem ânimo para coisas básicas como tomar banho ou levantar-se da cama, ela ouviu da médica que a atendeu que deveria fazer exercício físico, tomar umas vitaminas e se esforçar. A médica simplesmente não tinha ideia do que estava falando. Em depressão, não se trata de “se esforçar”. O doente não faz porque não consegue.
Sem diagnóstico, Andressa não obteve atestado médico. Sem o documento, não justificou as faltas no trabalho. Terminou despedida por justa causa. À primeira experiência sucederam-se outras, igualmente traumáticas e humilhantes. Envolveram psiquiatras, gastroenterologistas (ela teve muita dor de estômago), peritos escalados para analisar seu caso em seus pedidos de licença remunerada. O que mais ouviu foi que tinha que ter força de vontade e ir trabalhar. Andressa só conseguiu o pagamento depois de entrar na Justiça.

“É muito difícil encontrar alguém que entenda o que estou passando. Não é uma questão de ir viver a vida. É uma questão de querer, mas não conseguir ” Andressa Montenegro, de Porto Alegre, 27 anos, diagnosticada aos oito anos
“É muito difícil encontrar alguém que entenda o que estou passando. Não é uma questão de ir viver a vida. É uma questão de querer, mas não conseguir ” Andressa Montenegro,de Porto Alegre, 27 anos, diagnosticada aos oito anos

Uma rede de atendimento pouco acolhedora deixa sem tratamento uma imensidão de pacientes. Segundo dados da OMS, em muitos países menos de 10% das pessoas recebem medicação e orientação psicoterápica. A maioria restante sofre em silêncio, tem suas vidas suspensas e luta praticamente sozinha para não ceder aos pensamentos suicidas que vêm e vão. “No Brasil acontece um suicídio a cada 45 minutos”, informa o psiquiatra Antonio Geraldo da Silva. “Cerca de 38% deles têm por trás a depressão.”
O cenário mostra que há muito o que fazer para acabar com esse enredo, deixando no passado tragédias como a que vitimou a família do pequeno Pedro Luiz Ramos Nunes recentemente. O garoto morava com os pais, Fábio, 36 anos, e Thaise, 33 anos, em São Paulo. Aos cinco anos, ele foi morto pelo pai, em surto depressivo. Sem tratamento, Fábio matou o filho e a mulher e depois se matou.
A MENTE SOFRE
Segundo a OMS
• 322 milhões de pessoas no mundo têm depressão, a maioria mulheres
• No Brasil, são 11,5 milhões de indivíduos, o que equivale a 5,8% da população
• Entre 2005 e 2015, houve um aumento de 18% no total de casos no planeta
• A doença hoje é a principal causa de incapacidade
• Pode levar ao suicídio
• Menos de 10% dos pacientes recebem tratamento
Alguns sinais
• Cansaço que não passa
• Apatia
• Falta de prazer em atividades antes prazerosas
• distúrbios de sono (dormir muito ou pouco)
• dificuldade de concentração
• ideias suicidas
Há três graus:
1. Leve
A pessoa apresenta alguma dificuldade para atividades cotidianas, mas sem prejuízo na vida profissional e social
2. Moderado
Há maior impedimento para a execução de ações rotineiras, como trabalho ou convívio social
3. Grave
O paciente não consegue mais desempenhar suas ações sociais, profissionais ou domésticas
Fonte: http://istoe.com.br/muitas-batalhas-contra-depressao/ e http://www.paraiba.com.br/2017/03/12/59815-as-muitas-batalhas-contra-a-depressao

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Transtornos Mentais por uso de Drogas - ECSTASY


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Transtornos Mentais por uso de Drogas


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Qualidade de Vida


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Homens são mais suscetíveis

Homens são mais suscetíveis


O estudo divulgado em 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - que apontou que o Brasil é o 8º país com mais suicídios no mundo - mostra que homens são mais suscetíveis a tirar a própria vida. Dos casos registrados em 2012 em território nacional, foram 9.198 homens e 2.623 mulheres, com um aumento de mais de 30% em jovens.  Até o momento, este é o perfil dos suicidas, segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antonio Geraldo da Silva. 

A voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV) explica também que há características comuns entre as pessoas com tendências suicidas. “São indivíduos que em algum momento de sua vida acumulam situações vivenciadas as quais fazem com que viver da maneira que vivem não valha a pena”, salienta.  Eles podem apresentar depressão, ter sofrido bullying e passado por ações que não conseguiram lidar bem. 
O número de casos de suicídio infantil e adolescente cresceu. Publicação do Mapa da Violência, divulgado em 2014 e que se baseia em dados coletados pelo Ministério da Saúde, aponta que as taxas de suicídio cresceram no País nas faixas dos dez aos 14 anos (40%) e dos 15 aos 19 anos (33,5%) entre 2002 e 2012. 

A psicóloga Beatriz Valenzola Frassão explica que é alto o número de crianças e adolescentes com transtorno de humor que não são diagnosticadas e nem sequer são tratadas adequadamente – o que pode explicar os números. “Há casos em que a família nem percebe a gravidade das doenças emocionais em que vivem as crianças e adolescentes”, salienta. (ACM)
Fonte: http://www.comerciodojahu.com.br/noticia/1351214/homens-sao-mais-suscetiveis

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Transtorno de Ansiedade


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Depressão, a dor da alma - TV Brasil





Como diferenciar o transtorno depressivo de uma tristeza profunda? Como a depressão se manifesta quimicamente no corpo humano? Por que duas pessoas podem viver uma mesma situação de dor e apenas uma delas desenvolver depressão?
Ioga – terapias alternativas ajudam a amenizar os efeitos da depressão.Ioga – terapias alternativas ajudam a amenizar os efeitos da depressão.
"Quando eu entendi que tinha melhorar o meu estilo de vida, (...) fui fazendo várias mudanças pra ter uma vida mais saudável", relata Viviane Vaz, que criou um blog com dicas para combater a bipolaridade."Quando eu entendi que tinha melhorar o meu estilo de vida, (...) fui fazendo várias mudanças pra ter uma vida mais saudável", relata Viviane Vaz, que criou um blog com dicas para combater a bipolaridade.A doença que atinge uma em cada quatro pessoas no mundo, segundo dados da 
Organização Mundial de Saúde, pode levar à morte. "A depressão é a maior causa de suicídios. No Brasil, nós temos 12 mil suicídios por ano", alerta o presidente da Associação Brasileira de PsiquiatriaAntônio Geraldo da Silva.
Como a depressão afeta os familiares e amigos de vítimas fatais da doença? Em 2013, o baixista da banda Charlie Brown Jr., conhecido como Champignon, faleceu aos 35 anos por causa da depressão, deixando a esposa – a cantora Cláudia Bossle –, então grávida de 5 meses. "Não cabe só a médico, psicólogo, enfermeira. Cabe a todos da sociedade. As pessoas precisam saber como prevenir, como ajudar", destaca Cláudia Bossle.
"A gente precisa se preparar porque, em alguma época da vida, a gente vai perder alguém que a gente ama", diz a cantora Cláudia Bossle, explicando que um dos motivos da depressão do marido, Champignon, foi a perda do amigo Chorão, ambos músicos da Banda Charlie Brown Jr."A gente precisa se preparar porque, em alguma época da vida, a gente vai perder alguém que a gente ama", diz a cantora Cláudia Bossle, explicando que um dos motivos da depressão do marido, Champignon, foi a perda do amigo Chorão, ambos músicos da Banda Charlie Brown Jr.
A depressão pode estar associada a outras doenças, como o transtorno bipolar, em que o portador oscila entre fases de profunda depressão e de euforia. A engenheira Viviane Vaz recorreu a vários tratamentos para estabilizar os impulsos e hoje ajuda outros pacientes a controlar a bipolaridade.
A depressão pode se manifestar em diversas etapas, da infância à terceira idade. Celebridades, como humorista Chico Anysio, admitem ter tido uma vida mais produtiva porque romperam com o preconceito e buscaram o apoio de psiquiatras e psicólogos. Da eletroconvulsoterapia, passando por medicamentos antidepressivos, sessões de psicologia até a acupuntura, ioga, jardinagem danças circulares…. Cada um com sua forma de pôr fim à chamada “dor da alma.”
Reportagem: Flavia Peixoto
Imagens: Sigmar Gonçalves
Auxiliar: Edivan Viana
Produção: Tiago Bittencourt, Mariana Fabre Kamila Braga
Edição de texto: Patrícia Araújo
Edição de imagem e finalização: Henrique Corrêa André Eustáquio
Arte: Dinho Rodrigues Antônio Trindade
http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem/episodio/depressao-a-dor-da-alma

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Achei que meu bebê iria morrer e depois ressuscitar’: Mães relatam o sofrimento com psicose pós-parto

Achei que meu bebê iria morrer e depois ressuscitar’: Mães relatam o sofrimento com psicose pós-parto

BBC
Image captionHannah e sua filha Esther na unidade de tratamento
Imagine olhar para seu bebê recém-nascido e ter certeza de que ele vai morrer e ressuscitar. Parece roteiro de ficção, mas na verdade trata-se de um sintoma relativamente comum de psicose pós-parto, condição que, de acordo com estimativas, afeta 1 a cada 500 mães no mundo.
"É como estar em um pesadelo, mas você não acorda", diz o psiquiatra Alain Gregoire, da unidade de mães e bebês do Royal Hampshire County Hospital, na Inglaterra.
"A pessoa pode estar bem e de repente ter pensamentos extremos e alucinações."
A condição afeta milhares de mulheres a cada ano. Os graves episódios da condição começam dias ou semanas após o parto e afetam humor, pensamento e comportamento da mãe. Sintomas incluem manias, depressão, confusão, alucinações e ilusões.
Hannah, que deu a luz à filha Esther em março de 2015, disse que, a princípio, não percebeu que estava doente.
"Tinha uma energia extra e supus que meus hormônios estavam tornando a coisas mais fáceis para mim. Ficava acordada até meia-noite, 1h", diz.
"Aí a Esther ficou doente e eu comecei a questionar e analisar tudo excessivamente."
Hannah, que é cristã, começou a ter pensamentos estranhos com um contexto religioso.
"Primeiro, pensei que Deus havia me dito que eu estava grávida de gêmeas. Pensei que isso era muito razoável. Fiz diversos testes de gravidez porque estava completamente convencida."
iStockImage copyrightISTOCK
Image captionTranstorno raro afeta 1 a cada 500 mães
Em semanas, suas alucinações a levaram a um ponto preocupante.
"Coloquei na cabeça que a Esther morreria no dia seguinte, ao meio-dia, mas que Deus iria trazê-la de volta à vida. Eu contei isso ao meu marido, Andy, que achou estranho e não sabia o que fazer."
"Quando chegou o meio-dia eu estava em posição fetal, gritando e pedindo ajuda às pessoas. Eu gritava tão alto que os vizinhos vieram correndo."

Internação

Hannah foi levada a seu médico por sua mãe e sua melhor amiga. Foi internada em uma unidade especial para bebês e mães. A essa altura, a condição fazia com que pensasse em suicídio e, nas semanas seguintes, ela tentou se matar diversas vezes.
"Eu me sentia muito culpada, mas não conseguia parar. Tive muita sorte de não morrer", disse.
Gregoire diz que muitas mulheres não recebem a ajuda necessária até que sua psicose esteja avançada. Isso se deve ao pouco conhecimento sobre a condição e ao estigma que ainda ronda a saúde mental.
"Essa condição é completamente tratável. As mulheres não devem hesitar em buscar ajuda, mas muitas escondem os sintomas", diz ele.
"Elas têm medo de que seus bebês sejam retirados delas."
BBC
Image captionHannah participou de documentário da BBC para criar consciência sobre problema
No Reino Unido, mães que acabaram de ter filhos e apresentam problemas psiquiátricos são tratadas nas chamadas "unidades mãe e bebê" dos hospitais, em que a criança não é separada da mãe.
"Mães doentes colocam seu restinho de energia em manter seus bebês em segurança e há provas de que as mães melhoram bem mais rápido quando ficam com eles", afirma o psiquiatra.
No Brasil, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, não há unidade especial de psiquiatria para mães e bebês na rede pública.
Segundo ele, isso ocorre porque o país adota um modelo de tratamento para saúde mental baseado nos CAPs (centros de atenção psicossocial), que priorizam tratamento ambulatorial em detrimento da internação.

Tratamento

O principal tratamento para psicose pós-parto é medicação antipsicótica.
"Esse é um tratamento importante e deve ser dado o mais rápido possível", diz Gregoire.
"Eles (os remédios) não são tóxicos, você pode amamentar enquanto os toma. Não há dúvida de que funcionam e posso garantir às mulheres sob meus cuidados que elas vão melhorar com eles."
Apoio prático e psicológico também é dado nesse tipo de unidade.
"Eu achava que obviamente era uma mãe ruim, então eles me filmaram com a Esther para ver como eu interagia com ela", diz Hannah.
"Também fazia tarefas simples, que me davam uma ideia de conquista, como lavar as roupas da Esther. A equipe era incrível e também realmente cuidava da gente. Tirou de mim a pressão. Às vezes eu precisava dormir até as 15h e ficava segura porque sabia que estavam cuidando da minha filha."
A recuperação de psicose pós-parto demora – normalmente, a mulher permanece na unidade de tratamento por quatro a cinco semanas. Quando os pacientes têm alta, continuam a tomar medicação e recebem ajuda e conselho em casa. Em raros casos, porém, as mulheres precisam ficar por até seis meses ali.
BBC
Image captionHannah e Esther voltaram para casa
Hannah pôde ir para casa por alguns dias após um mês de tratamento, mas continuou lutando com pensamentos obscuros.
"Eu me sentia cada vez mais para baixo e com menos controle", diz. "Estava tomando uma medicação diferente, para depressão, mas ela precisava de um tempo para funcionar. Foi muito assustador. Sabia que sem ajuda eu não duraria muito, então concordei em fazer sessões de ECT (eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoque)."
Essa terapia envia uma corrente elétrica pelo cérebro para servir como gatilho para um ataque epilético, e é usada para tratar depressão grave. É administrada com anestesia e normalmente tem efeito imediato.
"Fiz 11 sessões e assinei um termo de consentimento antes de cada uma", diz Hannah. "Já pela quarta sessão eu me senti voltando e, após a nona, lembro de pensar: 'eu acho que consigo superar isso'."

Transtorno bipolar

Hannah recebeu alta da unidade de tratamento em setembro e, aos poucos, está aprendendo a lidar com sua experiência. Ela foi diagnosticada com transtorno bipolar enquanto estava na unidade, e desde então soube que isso significava que ela tinha entre 25% e 50% de chances de desenvolver psicose pós-parto.
"Eu já tinha pensado que podia ser bipolar quando tinha uns 20 anos", diz. "Eu tinha dias ótimos seguidos por uma depressão que eu não conseguia controlar e tomava remédios para isso. Teria sido bom se eu soubesse que isso aumentaria meus riscos, mas eu nunca nem havia ouvido falar de psicose pós-parto. E eu sou uma enfermeira."
O transtorno bipolar é subdiagnosticado no Reino Unido, de acordo com Stephen Buckley, chefe de informação da instituição de saúde mental Mind.
"Sabemos que pode levar anos para algumas pessoas com transtorno bipolar receberem o diagnóstico certo, muitas vezes porque isso envolve uma mudança de humor ao longo do tempo", diz.
"Em alguns casos eles recebem diagnósticos errados de outras doenças mentais como a depressão, que tem sintomas semelhantes. Isso pode significar que as pessoas começam com o tratamento errado, prolongando o processo."
As mulheres também têm mais risco de desenvolver psicose pós-parto se houver histórico familiar, mas a condição pode afetar qualquer nova mãe. Mudanças nos níveis de hormônios e sono interrompido também podem estar envolvidas, mas pesquisas sobre o problema ainda estão sendo feitas.
Mulheres que acreditam ter mais riscos de desenvolver o problema devem procurar seus médicos.
Hannah decidiu contar a história de sua recuperação em um documentário da BBC para ajudar a mudar a visão sobre saúde mental.
"Eu dizia para meus amigos que tinha tido depressão pós-parto porque temia que, se contasse que havia sido psicose, não teria mais amigos", conta.
"Mas eles têm sido muito compreensivos. É importante quebrar o estigma e ajudar mães a buscarem ajuda."
FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160217_maes_psicose_lab

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Ricardo Boechat se afasta do trabalho por depressão: "É como se a pessoa morresse ficando viva"









O apresentador Ricardo Boechat revelou que sofre de depressão. Ele afirmou nesta quinta-feira (27) na rádio BandNews FM e também escreveu um texto em seu Facebook relatando que se afastou na última quarta-feira (19) de seu programa, após ter tido um "surto depressivo agudo".
— Sofri um colapso, um apagão aqui no estúdio, nada na minha cabeça fazia sentido, nenhum texto era compreensível, os pensamentos não fechavam e uma pressão insuportável dava a nítida sensação de que meu peito iria explodir. Uma coisa horrorosa. Fiquei completamente desnorteado, e achei melhor me refugiar no camarim sem fazer o programa à espera de socorro médico.
Após ser levado ao encontro de um médico, o apresentador contou que o especialista "foi categórico ao dizer que era depressão".
— Ele disse que os sintomas eram clássicos de um surto depressivo. Quem cai num quadro desses, perde qualquer condição de ficar ativo, de ter pensamentos simples. É como se a pessoa morresse ficando viva.
O apresentador também confidenciou que os médicos responsáveis por seu tratamento afirmaram que ele "esticou a corda demais".
— Fiz mais coisas que deveria fazer, em menos tempo do que seria razoável, fui além do limite que meu corpo permitia. Para prevenir a doença, precisa ficar atento a indicadores de estresse da nossa vida. A fadiga é o inimigo comum, recuperar as forças passa a ser sinal de sobrevivência. Essa é a grande lição que eu aprendi.
Boechat também afirmou que fez questão de contar a todos a sua doença, pois "esconder o problema e tratá-lo na clandestinidade dificulta o tratamento". Além disso, ele ressaltou que "ninguém pode achar que a depressão vai passar apenas por pensar coisas positivas". E, portanto, é necessário buscar ajuda.
— A depressão é muito mais que isso e muito mais séria. É uma aflição tão severa que restringe a capacidade de uma pessoa funcionar plenamente, um abismo mental tão profundo que ninguém pode achar que vai se safar apenas endireitando os ombros ou pensando coisas positivas. Não, minha gente, essa escuridão da mente e do estado de espírito é mais do que um simples desânimo. É um desequilíbrio da química cerebral, algo tão físico quanto uma fratura óssea, ou um tumor maligno.
Diagnóstico de depressão
O diagnóstico da depressão é feito por meio da análise de sintomas físicos e psíquicos. Os sintomas físicos mais comuns são perda ou ganho de peso, dores inexplicáveis no corpo, principalmente dor de cabeça, dificuldade para realização de tarefas cotidianas e insônia ou sonolência em excesso. Já os sintomas psíquicos são: desânimo intenso, cansaço, apatia, falta de vontade de fazer suas tarefas, falta de prazer, de alegria, choro fácil, sentimento de culpa, temperamento explosivo e irritabilidade, segundo explicou em entrevista recente ao R7 o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria),

— É preciso deixar bem claro que só o médico pode fazer esse diagnóstico e, em algumas pessoas, ele pode apresentar outros sintomas. Não existe uma padronização ou uma lista para descobrir que o paciente está com depressão. Essa história de lista de sintomas é mais comum nos EUA, mas o diagnóstico é muito mais complexo do que isso.
No mundo, o número de pessoas que têm depressão ultrapassa os 350 milhões. No Brasil, cerca de 10% da população brasileira convive com esse mal e 15% terão a doença em algum momento da vida
FONTE: http://noticias.r7.com/saude/ricardo-boechat-se-afasta-do-trabalho-por-depressao-e-como-se-a-pessoa-morresse-ficando-viva-27082015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Prevenção e tratamento precoce são ideais para melhorar a vida de quem tem doenças psiquiátricas

Prevenção e tratamento precoce são ideais para melhorar a vida de quem tem doenças psiquiátricas

Ciência e medicina caminham na busca de outras alternativas, mas os modelos tradicionais ainda são os mais comuns e eficazes.
Por Leopoldo Rosa
Ao longo desta série, conhecemos histórias de jovens que desde muito cedo vivem com doenças psiquiátricas. Esses mesmos personagens provaram que é possível superar os transtornos. Mas dificuldades de quem tem uma doença mental são inúmeras. Vão de aceitar a necessidade de ajuda profissional à encarar as pessoas. E é aí, no preconceito demonstrado pelos outros, que moram boa parte dos problemas, mesmo para quem já está em tratamento.
O Ministério da Saúde destaca o aumento no número de CAPS, os centros de atendimento psicossociais que tem mais de 2,2 mil unidades em todo o país, como um avanço no tratamento. Desde 2001, existe uma lei e uma política nacional de saúde mental que preveem menos internações e mais tratamentos alternativos. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, diz que o serviço público ainda precisa incorporar uma cultura de prevenção para a saúde mental, como existe em outras áreas. 
No mundo todo existem estudos em curso para encontrar novas formas de tratamento para doenças mentais, alternativas à psicoterapia e aos remédios. Em São Paulo, pesquisadores da USP desenvolveram uma técnica que usa estimulações elétricas para o tratamento de transtornos como a depressão. O médico André Russowsky, responsável pela pesquisa, diz que o método é indolor e já apresentou resultados positivos:
Algo parecido é testado por cientistas da Faculdade de Medicina de Harvard nos Estados Unidos para o tratamento de TOC. Lá, os estudiosos usaram ratos como cobaias de uma técnica de estimulação por fibra ótica e conseguiram tanto incentivar quanto interromper os comportamentos repetitivos nos animais. A técnica ainda não foi empregada em humanos, mas indica que esse tipo de estímulo está no radar dos médicos como forte alternativa para melhorar a vida de quem tem transtornos mentais no futuro. No que diz respeito à prevenção, um estudo feito com jovens entre 15 e 16 anos, na universidade americana de Illinois, mostrou que quem faz algum tipo de trabalho voluntário tem menor chance de desenvolver depressão. 
Para quem tem transtornos mentais, um sorriso é mais que um mexer de músculos, é a retomada de sentido em algo que parecia perdido: a própria vida. E é nesses sorrisos que mora o recomeço.


Para Ouvir:



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terça-feira, 30 de junho de 2015

Juventude é o melhor momento para tratar transtorno mental

Juventude é o melhor momento para tratar transtorno mental

No mundo inteiro, mais de 700 milhões de pessoas sofrem com algum tipo desse mal. Já no Brasil, são 23 milhões.
Por Leopoldo Rosa
Depressão, transtorno obsessivo compulsivo, borderline, bulimia e síndrome do pânico. Muitas pessoas têm transtornos diferentes e histórias diferentes. Mas um ponto em comum: todas têm menos de 30 anos e já passaram algum tempo no consultório de um psiquiatra. Mas existem outros tantos que sofrem com transtornos da mente e ainda têm vergonha de procurar ajuda. Na saída da adolescência e início da vida adulta, são muitos os motivos que afastam as pessoas do tratamento. No entanto, o psiquiatra Luis Cuschnir diz que essa é a fase mais importante para começar a cuidar de problemas desse tipo. 'Jovens marcados com insucesso têm uma tendência a desenvolver no futuro erros de escolha.'
A brasiliense Aline Mariano tem síndrome do pânico e está em tratamento. Mas conviveu três anos com o transtorno sem contar para ninguém. Ela sentiu os primeiros sinais da doença aos 15 anos. Mas teve vergonha de pedir ajuda. 'Eu ia para o canto e não falava para ninguém.'
O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, diz que a expansão do acesso à informação sobre doenças mentais ajuda os jovens a procurarem os médicos. Mas no sistema público, por exemplo, ainda faltam iniciativas simples, como psicoterapia em consultórios, o que ajudaria a difundir o tratamento e a prevenção.
As causas de transtornos mentais são variadas, mas pesquisas já mostram que o meio em que a gente vive influencia muito nesse cenário. É atrás da tela do computador é que muitos desses jovens buscam ajuda. Protegidos pelo anonimato ou pela certeza de estarem conversando com gente que passa pela mesma coisa, eles procuram grupos em redes sociais para falar o que sentem. Nessas redes, há espaço para tudo: deprimidos em busca de quem ouça um desabafo e pessoas em pânico procurando a ajuda de quem já superou o mal. Camila Souza administra um grupo virtual para pessoas que tem bipolaridade e depressão. Depois de ser muito beneficiada pelas pessoas da rede, ela diz que agora consegue também dar apoio a quem precisa. 'O que mais ajuda é não ter alguém julgando.'



Juventude é o melhor momento para tratar um transtorno mental (Crédito: CBN)Juventude é o melhor momento para tratar um transtorno mental
(Crédito: CBN)

Para ouvir: 






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