quinta-feira, 12 de abril de 2012

Informar para prevenir doenças

Em entrevista concedida à TV Band, Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP afirma que faltam campanhas nacionais para informar sobre os perigos do álcool e as doenças causadas pelo consumo de bebidas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cuidado: mau humor contamina

Muito além de um traço negativo de comportamento, o mau humor crônico é uma doença e atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo


Por Talita Boros

talita.boros@folhauniversal.com.br

Maria Clara*, de 29 anos, tem fama de arrogante e antipática. No trabalho, não se dá bem com ninguém. Em casa, ignora a presença da família e faz questão de passar o tempo livre que tem sozinha, trancada no quarto. Desde que se lembra, sempre foi assim. "Nunca fui de outro jeito. Minha mãe diz que eu era uma criança feliz até os 12 anos e que depois mudei. Não tenho amigos, nunca tive um namorado. De forma geral, não suporto as pessoas", conta. Muito além de um problema comum de humor ou relacionamento, Maria Clara faz parte do grupo de pessoas que sofrem de distimia, também conhecida popularmente como mau humor crônico. Em todo o mundo, pelo menos 5% das pessoas sofrem dessa patologia, a maioria do sexo feminino. E, assim como a maior parte dos transtornos psiquiátricos, a distimia causa prejuízos que vão muito além da saúde e atingem toda a vida familiar, social e profissional dos portadores.

"Já fui demitida por causa da doença. Não conseguia trabalhar em equipe e isso era muito importante na empresa. Discutia com todos e acabei indo para o olho da rua", conta Maria Clara, que é formada em administração, e hoje esconde no atual emprego sua condição de saúde. O psiquiatra Eduardo Aratangy, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que justamente o prejuízo causado pelo humor é o que diferencia um distímico de uma pessoa apenas conhecida como "rabugenta". "As pessoas que convivem com um distímico descrevem esta pessoa como mal-humorada, pessimista e sensível à frustração. Conforme a gravidade do quadro podem ocorrer prejuízos no rendimento profissional, nas interações sociais e nos relacionamentos pessoais", afirma.

De acordo com Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, a distimia envolve sintomas crônicos e de longa duração – por mais de 2 anos – que não incapacitam, mas impedem o indivíduo de funcionar bem ou de se sentir bem. A patologia é considerada um tipo de depressão, assim como outros transtornos de humor como a bipolaridade. O doente, diferentemente do mal-humorado eventual – que é estimulado por um acontecimento negativo – está sempre de cara feia, independentemente de ocorrer algo positivo ou negativo. Enquanto a maioria das pessoas se diverte e dá risadas numa festa, por exemplo, o distímico fica no canto, emburrado e deslocado. Segundo Geraldo, não se sabe as causas exatas que levam ao aparecimento da doença, mas existe uma combinação de diversos fatores – genéticos, ambientais e de desenvolvimento.

* Maria Clara é nome fictício: a entrevistada pediu para não ser identificada

Fonte: http://www.folhauniversal.com.br/especial/noticias/cuidado-mau-humor-contamina-11343.html

terça-feira, 10 de abril de 2012

Curso de Atualização em Psiquiatria

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cerco aos pedófilos

Cerco aos pedófilos


Europeus aprovam castração para quem abusa sexualmente de crianças, enquanto o Senado brasileiro discute o assunto

Flávio Costa

PUNIÇÃO

Os médicos indicam tratamento hormonal apenas para 10% dos pedófilos

Se o ex-jogador do Corinthians Fabinho Fontes, 37 anos, acusado na semana passada de abusar sexualmente de uma menina de 5 anos, morasse na Rússia, seria condenado à castração química. O país do Leste Europeu, seguido pela Moldávia, acaba de aprovar lei que adota a medida extrema contra pedófilos. A pena consiste no uso de hormônios para a diminuição da libido. A medida já foi adotada em alguns Estados americanos e outras nações da Europa, a exemplo do Reino Unido, Itália, França e Portugal, mas de forma facultativa. Na Polônia, o uso da medicação também é obrigatório.

Somente na Rússia foram registrados em 2010 9,5 mil casos de crimes sexuais contra menores de 14 anos, com projeção de alta no ano passado. A nova lei prevê ainda a possibilidade de aplicar a prisão perpétua para os reincidentes. Também em alerta, a Moldávia se tornou um refúgio para condenados por pedofilia em outros países. “Nos últimos cinco anos, 15 pedófilos voltaram a ser acusados”, disse Valeri Muntianu, deputado pelo Partido Liberal da Moldávia. O presidente da casa legislativa da ex-república soviética, Marian Lupu, chegou a extremos. “Se a castração química se mostrar ineficaz, há outra opção segura de castração, a cirúrgica”, disse.

Aqui no Brasil, no fim do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de São Paulo rejeitou o projeto de lei do deputado Rafael Silva (PDT) que instituía esse tratamento na rede pública de saúde. “Foi uma decisão estúpida. O que eu quero é evitar a repetição de abusos contra crianças e permitir àquele que sofre dessa doença abominável a chance de ter ajuda médica”, afirmou. No Senado, uma proposta de 2007 do então senador Gerson Camata (PMDB-ES) chegou a ser aprovada pela Comissão de Direitos Humanos da Alta Câmara, mas foi arquivada no fim de 2011.

Um novo projeto foi então apresentado pelo senador Ivo Cassol (PP-RO), mas ele já prevê dificuldades em sua aprovação. “O assunto é polêmico, mas vou lutar para isso”, afirma o parlamentar. Pelo texto, o juiz poderia determinar o tratamento hormonal como forma de pena alternativa para os pedófilos, em caso de primeira condenação, ou obrigar o reincidente. O magistrado poderia ainda “extinguir a punibilidade do condenado, caso ele se submeta voluntariamente à intervenção cirúrgica de efeitos permanentes”. O projeto está na Subcomissão de Segurança Pública para análise.

Psiquiatras ouvidos por ISTOÉ rejeitam o termo castração química. “É uma expressão completamente inadequada que denota punição, quando na verdade estamos falando de um tratamento”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo. “Não sou contra punir as pessoas que cometem esse crime, mas acho que elas têm o direito ao tratamento médico”, diz o psiquatra Danilo Baltieri, coordenador do Ambulatório de Transtornos de Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André. O centro médico é um dos pioneiros no País no uso de injeções hormonais em pedófilos. “Tenho vários pacientes que hoje levam uma vida normal”, afirma Baltieri.

Fonte: Istoé
http://www.istoe.com.br/reportagens/194141_CERCO+AOS+PEDOFILOS

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Craque que é Craque, não usa Crack

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

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terça-feira, 3 de abril de 2012

A política de tratamento dos dependentes químicos e a internação compulsória

PUBLICADO EM 19 DE MARÇO DE 2012

A ABP está sempre voltada a assuntos de interesse dos associados e da sociedade.

Em fevereiro, o presidente Antônio Geraldo da Silva participou da discussão de dois temas de grande repercussão: a política de tratamento dos dependentes químicos e a internação compulsória.

O Correio Braziliense – jornal de maior circulação do Centro-Oeste e o mais influente do Distrito Federal e do Entorno, publicou o artigo Internação compulsória e direito à vida.

No artigo, o presidente da ABP esclarece que a liberdade possui limites. O que não tem limites e é inquestionável é o direito à vida. Nem que, para exercer esse direito em plenitude, o cidadão precise abrir mão da liberdade por algum período.

Antonio Geraldo da Silva reafirmou a posição da ABP favorável à internação compulsória desde que determinada por um psiquiatra.

Em outro artigo, publicado no mesmo jornal, o presidente da ABP afirma que finalmente o governo entendeu que a questão do crack — que se instalou no Brasil há mais de duas décadas — é problema de saúde pública.

A ABP defende as Diretrizes ABP-AMB-CFM, aprovadas na Assembléia Geral dos Delegados, a necessidade do estabelecimento de uma rede de saúde eficiente e preparada para o atendimento do paciente psiquiátrico.
Fonte: http://febradeq.org.br/?p=584

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