terça-feira, 30 de agosto de 2016

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Transtorno de Ansiedade


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Depressão, a dor da alma - TV Brasil





Como diferenciar o transtorno depressivo de uma tristeza profunda? Como a depressão se manifesta quimicamente no corpo humano? Por que duas pessoas podem viver uma mesma situação de dor e apenas uma delas desenvolver depressão?
Ioga – terapias alternativas ajudam a amenizar os efeitos da depressão.Ioga – terapias alternativas ajudam a amenizar os efeitos da depressão.
"Quando eu entendi que tinha melhorar o meu estilo de vida, (...) fui fazendo várias mudanças pra ter uma vida mais saudável", relata Viviane Vaz, que criou um blog com dicas para combater a bipolaridade."Quando eu entendi que tinha melhorar o meu estilo de vida, (...) fui fazendo várias mudanças pra ter uma vida mais saudável", relata Viviane Vaz, que criou um blog com dicas para combater a bipolaridade.A doença que atinge uma em cada quatro pessoas no mundo, segundo dados da 
Organização Mundial de Saúde, pode levar à morte. "A depressão é a maior causa de suicídios. No Brasil, nós temos 12 mil suicídios por ano", alerta o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva.
Como a depressão afeta os familiares e amigos de vítimas fatais da doença? Em 2013, o baixista da banda Charlie Brown Jr., conhecido como Champignon, faleceu aos 35 anos por causa da depressão, deixando a esposa – a cantora Cláudia Bossle –, então grávida de 5 meses. "Não cabe só a médico, psicólogo, enfermeira. Cabe a todos da sociedade. As pessoas precisam saber como prevenir, como ajudar", destaca Cláudia Bossle.
"A gente precisa se preparar porque, em alguma época da vida, a gente vai perder alguém que a gente ama", diz a cantora Cláudia Bossle, explicando que um dos motivos da depressão do marido, Champignon, foi a perda do amigo Chorão, ambos músicos da Banda Charlie Brown Jr."A gente precisa se preparar porque, em alguma época da vida, a gente vai perder alguém que a gente ama", diz a cantora Cláudia Bossle, explicando que um dos motivos da depressão do marido, Champignon, foi a perda do amigo Chorão, ambos músicos da Banda Charlie Brown Jr.
A depressão pode estar associada a outras doenças, como o transtorno bipolar, em que o portador oscila entre fases de profunda depressão e de euforia. A engenheira Viviane Vaz recorreu a vários tratamentos para estabilizar os impulsos e hoje ajuda outros pacientes a controlar a bipolaridade.
A depressão pode se manifestar em diversas etapas, da infância à terceira idade. Celebridades, como humorista Chico Anysio, admitem ter tido uma vida mais produtiva porque romperam com o preconceito e buscaram o apoio de psiquiatras e psicólogos. Da eletroconvulsoterapia, passando por medicamentos antidepressivos, sessões de psicologia até a acupuntura, ioga, jardinagem e danças circulares…. Cada um com sua forma de pôr fim à chamada “dor da alma.”
Reportagem: Flavia Peixoto
Imagens: Sigmar Gonçalves
Auxiliar: Edivan Viana
Produção: Tiago Bittencourt, Mariana Fabre e Kamila Braga
Edição de texto: Patrícia Araújo
Edição de imagem e finalização: Henrique Corrêa e André Eustáquio
Arte: Dinho Rodrigues e Antônio Trindade
http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem/episodio/depressao-a-dor-da-alma

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Transtorno de Humor Bipolar


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Achei que meu bebê iria morrer e depois ressuscitar’: Mães relatam o sofrimento com psicose pós-parto

Achei que meu bebê iria morrer e depois ressuscitar’: Mães relatam o sofrimento com psicose pós-parto

BBC
Image captionHannah e sua filha Esther na unidade de tratamento
Imagine olhar para seu bebê recém-nascido e ter certeza de que ele vai morrer e ressuscitar. Parece roteiro de ficção, mas na verdade trata-se de um sintoma relativamente comum de psicose pós-parto, condição que, de acordo com estimativas, afeta 1 a cada 500 mães no mundo.
"É como estar em um pesadelo, mas você não acorda", diz o psiquiatra Alain Gregoire, da unidade de mães e bebês do Royal Hampshire County Hospital, na Inglaterra.
"A pessoa pode estar bem e de repente ter pensamentos extremos e alucinações."
A condição afeta milhares de mulheres a cada ano. Os graves episódios da condição começam dias ou semanas após o parto e afetam humor, pensamento e comportamento da mãe. Sintomas incluem manias, depressão, confusão, alucinações e ilusões.
Hannah, que deu a luz à filha Esther em março de 2015, disse que, a princípio, não percebeu que estava doente.
"Tinha uma energia extra e supus que meus hormônios estavam tornando a coisas mais fáceis para mim. Ficava acordada até meia-noite, 1h", diz.
"Aí a Esther ficou doente e eu comecei a questionar e analisar tudo excessivamente."
Hannah, que é cristã, começou a ter pensamentos estranhos com um contexto religioso.
"Primeiro, pensei que Deus havia me dito que eu estava grávida de gêmeas. Pensei que isso era muito razoável. Fiz diversos testes de gravidez porque estava completamente convencida."
iStockImage copyrightISTOCK
Image captionTranstorno raro afeta 1 a cada 500 mães
Em semanas, suas alucinações a levaram a um ponto preocupante.
"Coloquei na cabeça que a Esther morreria no dia seguinte, ao meio-dia, mas que Deus iria trazê-la de volta à vida. Eu contei isso ao meu marido, Andy, que achou estranho e não sabia o que fazer."
"Quando chegou o meio-dia eu estava em posição fetal, gritando e pedindo ajuda às pessoas. Eu gritava tão alto que os vizinhos vieram correndo."

Internação

Hannah foi levada a seu médico por sua mãe e sua melhor amiga. Foi internada em uma unidade especial para bebês e mães. A essa altura, a condição fazia com que pensasse em suicídio e, nas semanas seguintes, ela tentou se matar diversas vezes.
"Eu me sentia muito culpada, mas não conseguia parar. Tive muita sorte de não morrer", disse.
Gregoire diz que muitas mulheres não recebem a ajuda necessária até que sua psicose esteja avançada. Isso se deve ao pouco conhecimento sobre a condição e ao estigma que ainda ronda a saúde mental.
"Essa condição é completamente tratável. As mulheres não devem hesitar em buscar ajuda, mas muitas escondem os sintomas", diz ele.
"Elas têm medo de que seus bebês sejam retirados delas."
BBC
Image captionHannah participou de documentário da BBC para criar consciência sobre problema
No Reino Unido, mães que acabaram de ter filhos e apresentam problemas psiquiátricos são tratadas nas chamadas "unidades mãe e bebê" dos hospitais, em que a criança não é separada da mãe.
"Mães doentes colocam seu restinho de energia em manter seus bebês em segurança e há provas de que as mães melhoram bem mais rápido quando ficam com eles", afirma o psiquiatra.
No Brasil, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, não há unidade especial de psiquiatria para mães e bebês na rede pública.
Segundo ele, isso ocorre porque o país adota um modelo de tratamento para saúde mental baseado nos CAPs (centros de atenção psicossocial), que priorizam tratamento ambulatorial em detrimento da internação.

Tratamento

O principal tratamento para psicose pós-parto é medicação antipsicótica.
"Esse é um tratamento importante e deve ser dado o mais rápido possível", diz Gregoire.
"Eles (os remédios) não são tóxicos, você pode amamentar enquanto os toma. Não há dúvida de que funcionam e posso garantir às mulheres sob meus cuidados que elas vão melhorar com eles."
Apoio prático e psicológico também é dado nesse tipo de unidade.
"Eu achava que obviamente era uma mãe ruim, então eles me filmaram com a Esther para ver como eu interagia com ela", diz Hannah.
"Também fazia tarefas simples, que me davam uma ideia de conquista, como lavar as roupas da Esther. A equipe era incrível e também realmente cuidava da gente. Tirou de mim a pressão. Às vezes eu precisava dormir até as 15h e ficava segura porque sabia que estavam cuidando da minha filha."
A recuperação de psicose pós-parto demora – normalmente, a mulher permanece na unidade de tratamento por quatro a cinco semanas. Quando os pacientes têm alta, continuam a tomar medicação e recebem ajuda e conselho em casa. Em raros casos, porém, as mulheres precisam ficar por até seis meses ali.
BBC
Image captionHannah e Esther voltaram para casa
Hannah pôde ir para casa por alguns dias após um mês de tratamento, mas continuou lutando com pensamentos obscuros.
"Eu me sentia cada vez mais para baixo e com menos controle", diz. "Estava tomando uma medicação diferente, para depressão, mas ela precisava de um tempo para funcionar. Foi muito assustador. Sabia que sem ajuda eu não duraria muito, então concordei em fazer sessões de ECT (eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoque)."
Essa terapia envia uma corrente elétrica pelo cérebro para servir como gatilho para um ataque epilético, e é usada para tratar depressão grave. É administrada com anestesia e normalmente tem efeito imediato.
"Fiz 11 sessões e assinei um termo de consentimento antes de cada uma", diz Hannah. "Já pela quarta sessão eu me senti voltando e, após a nona, lembro de pensar: 'eu acho que consigo superar isso'."

Transtorno bipolar

Hannah recebeu alta da unidade de tratamento em setembro e, aos poucos, está aprendendo a lidar com sua experiência. Ela foi diagnosticada com transtorno bipolar enquanto estava na unidade, e desde então soube que isso significava que ela tinha entre 25% e 50% de chances de desenvolver psicose pós-parto.
"Eu já tinha pensado que podia ser bipolar quando tinha uns 20 anos", diz. "Eu tinha dias ótimos seguidos por uma depressão que eu não conseguia controlar e tomava remédios para isso. Teria sido bom se eu soubesse que isso aumentaria meus riscos, mas eu nunca nem havia ouvido falar de psicose pós-parto. E eu sou uma enfermeira."
O transtorno bipolar é subdiagnosticado no Reino Unido, de acordo com Stephen Buckley, chefe de informação da instituição de saúde mental Mind.
"Sabemos que pode levar anos para algumas pessoas com transtorno bipolar receberem o diagnóstico certo, muitas vezes porque isso envolve uma mudança de humor ao longo do tempo", diz.
"Em alguns casos eles recebem diagnósticos errados de outras doenças mentais como a depressão, que tem sintomas semelhantes. Isso pode significar que as pessoas começam com o tratamento errado, prolongando o processo."
As mulheres também têm mais risco de desenvolver psicose pós-parto se houver histórico familiar, mas a condição pode afetar qualquer nova mãe. Mudanças nos níveis de hormônios e sono interrompido também podem estar envolvidas, mas pesquisas sobre o problema ainda estão sendo feitas.
Mulheres que acreditam ter mais riscos de desenvolver o problema devem procurar seus médicos.
Hannah decidiu contar a história de sua recuperação em um documentário da BBC para ajudar a mudar a visão sobre saúde mental.
"Eu dizia para meus amigos que tinha tido depressão pós-parto porque temia que, se contasse que havia sido psicose, não teria mais amigos", conta.
"Mas eles têm sido muito compreensivos. É importante quebrar o estigma e ajudar mães a buscarem ajuda."
FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160217_maes_psicose_lab

sábado, 20 de agosto de 2016

Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood' Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/antonio-geraldo-da-silva-psiquiatra-pai-do-estigma-se-chama-hollywood-16614786#ixzz4HWXoaLmz © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Antônio Geraldo da Silva, psiquiatra: 'O pai do estigma se chama Hollywood'

Estudioso da psicofobia (pânico de doenças mentais), mineiro, que mora em Brasília e preside associação da classe, Associação Brasileira de Psiquiatria/ ABP
Segundo o presidente Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, só no Brasil 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental - Pedro Kirilos / Agência O Globo
Segundo o presidente Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, só no Brasil 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental – Pedro Kirilos / Agência O Globo
“Nasci em Grão Mogol, no interior de Minas Gerais, há 51 anos, passei a maior parte da vida em Montes Claros e atualmente moro em Brasília. Sou casado, tenho uma filha e fiz doutorado em psiquiatria na Universidade do Porto, em Portugal. Estou no meu segundo mandato à frente da Associação Brasileira de Psiquiatria”
Conte algo que não sei
Vou contar o que é psicofobia. Há milênios existe um grande preconceito contra doenças mentais. Várias pessoas foram queimadas em fogueiras porque ouviam vozes. Sempre foram segregadas, vistas como fardo.
Qual o tamanho desta população tão estigmatizada?
Só no Brasil temos cerca de 50 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno mental. No mundo, um bilhão. Em geral, ninguém sabe, nem os doentes, que escondem sua condição e ignoram que podem se tratar.
Por que números tão altos?
O estresse hoje em dia é um grande facilitador da doença mental, atuando em tendências preexistentes. Você dorme pouco, come mal, não se exercita e vive sob uma pressão brutal. Cinco das dez principais causas de afastamento do trabalho são relacionadas a transtornos mentais.
O ambiente de trabalho é hostil ao doente mental?
As pessoas não toleram que as outras mudem e que tenham perdas de produção. Aí dizem que é só preguiça, falta de vontade e até de caráter. Quem tem transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) sofre um preconceito monstruoso.
O que ocorre, no caso?
Virou moda dizer que essa doença não existe, que é inventada. Acontece que tem dois mil anos. Quero saber quem conheceu esse cara que a inventou.
Há o próprio preconceito do doente, não?
Tem o autopreconceito: “Não vou procurar um psiquiatra, não sou louco”. Só que isso muda completamente o prognóstico da doença, ela se torna crônica. O que mais queremos hoje é a intervenção precoce. Estimular uma mudança de comportamento aos primeiros sintomas para que nem seja preciso entrar com medicação. Claro que há casos em que ela é indispensável desde o início.
Quais são esses primeiros sinais das doenças?
Há várias possibilidades dependendo de qual doença. Tristeza, desânimo, falta de prazer, de alegria, em geral é depressão. Se o coração dispara, tem sensação de sufocamento, é transtorno de pânico. E assim em uma série de situações. Quando há modificações de hábitos ligados a instinto, como sono e apetite, tem que cuidar.
O medo do desconhecido explica o preconceito?
Sim. As pessoas acham que é perigoso porque não sabem do que se trata. Então é melhor separar, discriminar. Fizeram isso com os hospitais psiquiátricos. Por que não há unidades de psiquiatria no hospital geral? Porque ninguém quer doente mental dentro do hospital.
Por que o senhor escolheu a psiquiatria?
Porque eu gosto do ineditismo e também pela possibilidade que a especialidade dá de ajudar as pessoas que têm suas vidas destruídas por quadros psiquiátricos a voltarem a viver. Todo dia há um fato novo na psiquiatria. Nada se repete. E é isso que me impressiona.
Na queda do avião alemão, logo surgiu a informação de que o piloto tinha depressão. Isso aprofunda o estigma?
O pai do estigma, de sua difusão, se chama Hollywood. São filmes e mais filmes que discriminam o doente. Sabe quando a pessoa tem febre, não se consegue explicar a razão e chamam de virose? É a mesma coisa. Quando não se tem explicação para um fato, dizem que é doente mental, e tudo se resolve.

Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/antonio-geraldo-da-silva-psiquiatra-pai-do-estigma-se-chama-hollywood-16614786#ixzz4HWXoaLmz 
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

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