quinta-feira, 9 de maio de 2013

Transtorno obsessivo-compulsivo é 'pop', mas faz da vida um inferno

Transtorno obsessivo-compulsivo é 'pop', mas faz da vida um inferno

A declaração recente de uma celebridade do esporte, uma peça em cartaz e novas pesquisas científicas trazem de volta à cena o lado mais pop do TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo.
O famoso da vez a assumir publicamente que tem o transtorno é o ginasta Diego Hypólito, 26. No mundo das artes, peças como "Toc Toc", em cartaz em São Paulo, e personagens como Sheldon Cooper, da série "Big Band Theory", fazem que o nome e os sintomas da doença estejam na boca do povo.
A popularidade é impulsionada porque quase todas as pessoas se acham um pouco portadoras do transtorno. E quem não tem uma tia, um amigo ou um parceiro com alguma maniazinha excessiva de limpeza ou de arrumação?
"Pensamentos indesejados e rituais todo mundo tem. A pessoa pode até achar estranho, mas para por aí. A questão é como eles interferem no cotidiano e quanto sofrimento trazem", diz a psiquiatra Roseli Shavitt, coordenadora do Protoc (Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo), do Instituto de Psiquiatria da USP.
Diego Hypólito conta que tinha os sintomas desde o início da adolescência, mas só aos 18 anos se deu conta de que os rituais o atrapalhavam.
"Às vezes as pessoas nem notavam, mas desde a hora em que eu acordava era um monte de coisa que eu tinha de fazer. Começou a me incomodar", diz o atleta.
Ao perceber isso, Hypólito foi tratar o problema em terapia. Mas a maioria das pessoas demora mais para procurar ajuda.

Famosos Obsessivos-compulsivos

"Há um caso de paciente que demorou mais de 40 anos para procurar tratamento. E é comum as pessoas passarem dez anos sofrendo sem procurar ajuda", afirma a psiquiatra Christina Hajaj Gonzales, do Centro de Assistência, Ensino e Pesquisa do Espectro Obsessivo-Compulsivo da Unifesp.
E isso mesmo com toda a exposição dos sintomas da doenças no cinema e na TV.

"O transtorno pode ter caído nas graças da indústria de entretenimento, ficou mais fácil as pessoas aceitarem. Aí vira pop, fica até chique dizer 'eu tenho TOC'. Isso pode ajudar a diminuir o preconceito, mas não dá para banalizar, achar que não é sério", diz Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Visto nas telas e nos palcos, dá até para rir do problema --os próprios pacientes consideram muitos de seus hábitos ridículos ou bizarros--, mas na vida real não é tão engraçado assim.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Unesp mostrou que 33% das pessoas com TOC já pensaram em suicídio e 11% já tinham tentado se matar de fato.
"As pessoas não levam a sério porque não imaginam o grau de incapacitação e a dor que a doença pode causar", diz a psiquiatra Albina Rodrigues Torres, da Unesp.

Saiba identificar o TOC; o que os estudos sobre o transtorno revelam

Uma rede de pesquisadores e instituições de vários Estados do Brasil permitiu ao país montar a maior base de dados existente sobre pacientes com TOC.
Completando dez anos de atividade, o C-TOC (Consórcio Brasileiro de Pesquisa em Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo) chegou a conclusões importantes sobre as características e as formas de tratar o problema.
"Temos evidências de que tanto a terapia cognitivo-comportamental quanto os medicamentos, usados de forma independente, são igualmente eficazes para os casos leves e moderados", diz a psiquiatra Roseli Shavitt, do Instituto de Psiquiatria da USP.
Em casos mais graves, é preciso combinar a psicoterapia com uma classe de antidepressivos, os inibidores de recaptura de serotonina.
"Os medicamentos não mudam o comportamento diretamente, mas diminuem a ansiedade e o desconforto causados pelos medos. Já a terapia incentiva o paciente a enfrentar a situação ou pensamento amedrontador sem recorrer aos rituais", diz a psiquiatra Albina Rodrigues Torres, da Unesp.
Estudos também mostram que 5% dos pacientes têm melhora completa e espontânea sem tratamento e 20% alternam períodos sem aparecimento de sintomas com fases agudas da doença.
O que os pesquisadores ainda não sabem precisar são as causas do transtorno.
"Cerca de 60% dos casos têm origem genética, mas ainda não descobrimos quais são os genes envolvidos", diz a psiquiatra Christina Hajaj Gonzales, da Unifesp.
Isso não significa que a transmissão seja sempre direta, embora a hereditariedade também conte: filhos de pais com TOC têm 10% mais risco de ter o transtorno, segundo Shavitt.
Para os médicos, o transtorno é causado pela interação de fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais.
Em pessoas com predisposição, algumas situações podem desregular o funcionamento de circuitos que conectam duas áreas cerebrais: a região ligada a processamentos de emoções, planejamento e controle das respostas de medo e a área relacionada a informações emocionais, cognitivas e motoras.
As pesquisas no Brasil e no mundo mostram que o TOC atinge entre 3% e 4% da população em geral, mas a proporção cresce em alguns grupos. Um estudo recente, da Northwestern University, em Chicago, diz que 11% das mulheres que acabaram de dar à luz desenvolvem o transtorno. É uma taxa tão alta quanto a da depressão pós-parto, que atinge 10% das mães.
O estudo incluiu 461 mulheres que tiveram filhos no hospital da universidade.
"O parto pode ser um estímulo emocional forte o suficiente para desencadear os sintomas. Além disso, é um período de mudanças hormonais que, em teoria, também podem estar relacionadas ao surgimento do problema", diz Shavitt.

O ginasta Diego Hypólito conta como criava rituais para 'aliviar' o estresse

"Eu deixava de fazer muitas coisas por causa de meus pensamentos negativos. Pisar em linha era a pior.
Eu andava na rua e pensava: 'se pisar nessa linha, vai acontecer alguma coisa errada'. Eu tentava afastar o pensamento ruim, mas era mais forte que minha vontade. Eu me jogava na calçada, passava vergonha, mas não pisava.
Eu criava regras na minha cabeça, a maioria ligada a competições. Achava que os rituais aliviavam o estresse. Por muitos anos usei sempre a mesma roupa quando ia competir. E precisava raspar o cabelo. Os patrocinadores pediam para eu não raspar, mas não dava.
Tive também manias passageiras. Uma delas era piscar e usar as duas mãos para cumprimentar um adversário. Outra era pegar um objeto primeiro com a mão direita, colocar de novo no lugar, e daí pegar com a esquerda. Tinha que ser dos dois lados.
Eu também tenho de bater três vezes no dente quando penso que vai acontecer algo de ruim com alguém da minha família. Hoje faço isso só de vez em quando, mas antes era um ritual: repetia as três batidas por três vezes e, se os dedos encostassem na gengiva, fazia tudo de novo.
Há pouco tempo, peguei o tique de ficar piscando antes da competição. Achava que era uma proteção para mim, mas atrapalhava. Trabalho minhas manias na terapia, já me livrei de 95% delas."
Diego Hypólito, 26, ginasta

'Cheguei a ficar oito horas no banho', diz a atriz Luciana Vendramini

"Eu me lembro perfeitamente do dia em que começou o meu TOC. Eu tinha 24 anos, estava andando de bicicleta na lagoa [Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro] e não consegui parar: precisava dar mais e mais voltas. Pedi ajuda, consegui parar, mas fiquei superangustiada.
Eu tinha o que chamam de pensamentos intrusivos sincronizados: precisava imaginar algo bom junto com uma ação --enquanto lavava as mãos, devia pensar em coisa bacana. Daí vinha um pensamento ruim e eu tinha que lavar a mão de novo.
Nessas, cheguei a ficar 24 horas repetindo manias. Eram quatro movimentos: acordar, tomar banho, almoçar e dormir. Só no banho levava umas oito horas. Era um negócio que me engolia.
Você fica fazendo essas palhaçadas, que são as manias, não consegue parar, mas sabe que são ridículas. É uma viagem lúcida.
Fiquei três anos exilada: celibato, clausura, era praticamente uma carmelita. Só convivia com meus pais, minha irmã e quatro amigos, que me ajudaram nessa época.
Levei uns dois anos até ter o diagnóstico e começar a me tratar e mais um ano para ficar bem. Só é engraçado quando passa. Mas, também, depois de tudo isso você fica uma pessoa menos chata, para de reclamar da vida."
Luciana Vendramini, 40, atriz e produtora

Empresário com TOC passava desinfetante nos pés e nas mãos

"Meu caso envolve mania de limpeza. Era um circuito de pensamento ligado a nojo de prostituta. Estou abrindo o jogo, porque acho que muita gente sofre com isso.
Quando eu era mais novo, vi um vídeo sem querer. Devia ter uns 12 anos. Depois de ver o filme, não podia entrar em contato com nada que estivesse ligado a locais onde havia prostituição.
Um dia, meu pai chegou de táxi com um boné de presente para mim. Daí eu associei: prostituta anda de táxi, então não posso abraçar meu pai nem aceitar o boné. Fiquei com raiva de não poder receber o agrado de meu pai por causa desse pensamento.
Também não podia pegar em dinheiro, passar em certas regiões da cidade. Um dia, de carona com amigo, passei num desses lugares. Em casa, lavei o rosto 20 vezes.
Se estava saindo banho e o pensamento de algum lugar vinha a minha cabeça, tinha que voltar e lavar a cabeça de novo. Ficava dez vezes nessa. Se chegava da rua, antes de entrar no quarto espirrava Lysoform [desinfetante concentrado] no pé. Tinha que espirrar quatro vezes em cada sola e repetir dez vezes. A pele ficava toda comida.
O bom é que tive ótimos amigos. Se a gente ia fazer sessão de videogame, todo mundo lavava a mão antes de jogar. A galera não entendia bem o que estava acontecendo, mas colaborava.
Um dia decidi que não dava mais para viver assim. Então segurei dinheiro na mão, fiquei deitado no chão sujo, como se tivesse me curado. Durou uns dois dias e tive uma recaída. Fui me tratar. Tomei remédio, fiz terapia. Não tomo remédio desde 2000 e não tive mais nada."
João Paulo Marin, 28, empresário

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1266817-transtorno-obsessivo-compulsivo-e-pop-mas-faz-da-vida-um-inferno.shtml



Luciana Vendramini



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Transtorno bipolar afeta de 3 a 8% da população brasileira

Transtorno bipolar afeta de 3 a 8% da população brasileira
A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) promove campanha pública sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado do transtorno bipolar, uma doença que afeta de 3% a 8% da população, segundo diferentes estudos.  A campanha faz parte de um programa de educação continuada da ABP contra o estigma e preconceito em relação a pacientes com transtornos mentais.  A campanha inclui a distribuição de material educativo sobre a doença para pacientes e familiares e programa de educação médica continuada. A campanha apoio da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, da ABRATA (Associação Brasileira de Amigos e Parentes de Pacientes de Transtorno Bipolar) e  da Abbott. 


Transtorno bipolar é uma doença que há alternância de fases de hiperexcitabilidade e agitação com fases de profunda tristeza e depressão. É crônica que, como o diabetes e hipertensão arterial, pode também ser tratada e controlada.  Manifesta-se inicialmente na adolescência (60% dos casos antes dos 20 anos de idade), mas pode ocorrer em qualquer idade. É um dos três distúrbios mentais mais comuns (as outras são esquizofrenia e depressão) e é a sexta principal causa de falta ao trabalho.

Dos cerca de 25% que tentam o suicídio, 4%  se suicidam de fato. Entre os pacientes tratados, o índice de tentativas cai para cerca de 10%.

“Temos que identificar e tratar pessoas com transtorno bipolar, para que tenham uma vida normal e produtiva. Isto significa não apenas tratar o paciente adequadamente, mas também combater o estigma e preconceito contra as pessoas portadoras de transtornos que afetam a mente, e reintegrá-los à sociedade”, afirma Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Os principais sinais e sintomas do transtorno bipolar são:
•            Sentimento de êxtase, júbilo
•            Irritação e agitação
•            Pensamento e fala rápida
•            Distrair-se facilmente
•            Desejo de envolver-se em vários projetos ao mesmo tempo
•            Insônia ou pouca necessidade de sono
•            Comportamento impulsivo e de risco, como sexo por impulso e sem proteção
•            Julgamento prejudicado
•            Agressividade e hostilidade

A maioria dos pacientes também alterna episódios de agitação e euforia com períodos (por vários dias ou mesmo semanas) de profunda tristeza, desânimo, sensação de vazio, perda de interesse em atividades, ou assuntos, que normalmente provocariam prazer; sensação prolongada de cansaço, mudanças nos hábitos alimentares e de padrão de sono, e pensamentos suicidas e de morte.

A ABP conta também com o apoio das sociedades regionais de psiquiatria e irá distribuir material educativo em hospitais e centros médicos, tanto para profissionais de saúde, quanto para pacientes e seus familiares.

A Associação Brasileira de Psiquiatria é uma organização sem fins lucrativos, que representa os psiquiatras brasileiros.  A cada ano, a ABP organiza o Congresso Brasileiro de Psiquiatria – o maior evento brasileiro e da América Latina (e o terceiro maior do mundo) da especialidade.  Para mais informações, acesse www.abp.org.br
Fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=24919&op=saude

quarta-feira, 20 de março de 2013

'Tráfico é uma questão de política e dependentes, de saúde pública'

Edição do dia 10/01/2013
10/01/2013 08h40 - Atualizado em 10/01/2013 08h57

'Tráfico é uma questão de política e dependentes, de saúde pública'

Helvécio Magalhães, da Secretaria de Atenção à Saúde, e Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, debatem o problema do crack no Brasil com Alexandre Garcia.

Sem muito progresso, há um ano o governo tenta tirar do Centro de São Paulo viciados em crack e agora anunciou a internação de usuários. No Rio de Janeiro, a internação começou a sete meses, abrigando 123 crianças e adolescentes.

Segundo Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, “em situações em que a pessoa não tem o controle, típico em dependência química, é possível a internação involuntária”.
O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, rebate: “Vemos a internação involuntária com desconfiança. Há um distância muito grande entre o que se discursa e o que se implementa. Precisamos fazer políticas públicas diretamente para a resolução do problema”.

Uma comissão especial da Câmara Federal sobre política de drogas aprovou em dezembro um parecer que altera a Lei Nacional Anti-Drogas O projeto de lei, que pode ser votado em fevereiro, estabelece as responsabilidades dos governos federal, estadual e municipal e aumenta a pena para traficantes, prevendo a internação por até seis meses. O Ministério da Justiça está criando 10 mil vagas para comunidades terapêuticas a fim de acolher dependentes de drogas.
“Tráfico é uma questão de política de segurança e dependentes são questão de saúde pública”, explica Magalhães.
Confira no vídeo o debate comandado por Alexandre Garcia.
http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/01/trafico-e-uma-questao-de-politica-e-dependentes-de-saude-publica.html

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

DF tem maior percentual de violência relacionada ao álcool, diz ministério

DF tem maior percentual de violência relacionada ao álcool, diz ministério


No DF, 58% dos casos de agressão tinham ligação com ingestão de álcool.

Média nacional é de 49% dos atendimentos; pesquisa ouviu 47 mil pessoas.

Levantamento do Ministério da Saúde indica que o Distrito Federal é a unidade da federação com o maior percentual de vítimas de agressão relacionadas ao consumo de álcool. Enquanto a média nacional é de 49%, no Distrito Federal, 58% dos casos de violência atendidos nos hospitais de Base e Regional de Ceilândia em 2011 estavam relacionados à ingestão de álcool.


“Tem uma coisa que chama atenção no DF que é uma alta proporção de relação do álcool com vítimas de violência. De todas as capitais, foi a que apresentou a maior proporção”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a apresentação do levantamento, nesta terça-feira (19).

Até esta quarta, o ministério não havia divulgado o estudo completo, com mais número do Distrito Federal.

Onde há diminuição do consumo de álcool, há diminuição da violência"Psquiatra Antônio GeraldoÁlcool e violência foi a mistura que matou uma jovem de 22 anos há seis meses, no Distrito Federal. A vítima foi abordada por seis homens alcoolizados quando saía de uma festa, no Jardim Botânico. Levou três tiros e morreu na hora.

O psiquiatra Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que o álcool em excesso no organismo afeta a capacidade de relacionamento social, deixando o indivíduo mais suscetível a discussões e atos de violência.

“O uso da bebida alcoólica leva a uma diminuição da flexibilidade nas pessoas. Estudos científicos mostram que onde há diminuição do consumo de álcool, há diminuição da violência no trânsito e doméstica, esta pouco falada, e na violência no dia a dia, nas relações interpessoais”, diz o psiquiatra.

Dados nacionais


A pesquisa, realizada em 71 hospitais públicos em todas as capitais do país, indica que os jovens são as principais vítimas da agressão física relacionada ao uso de álcool. O estudo aponta que cerca de 56% dos casos de agressão e 39% de acidentes de trânsito ocorreram com pacientes entre 20 e 39 anos.

O álcool também está relacionado à quantidade de vítimas de acidentes de trânsito. De acordo com o estudo, um a cada cinco acidentes envolveram a ingestão de bebida alcoólica. O estudo mostra que, entre as vítimas de acidentes de trânsito, 21,4% dos pedestres, 22,3% dos condutores e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram o consumo de álcool.

Os dados foram coletados em 2011 e analisados no ano passado. O levantamento faz parte da Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) e ouviu 47 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal.

Fonte: G1 http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/02/df-tem-maior-percentual-de-violencia-relacionada-ao-alcool-diz-ministerio.html

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Pesquisa relaciona o consumo de álcool a vítimas de acidentes no trânsito e a de agressão

Pesquisa relaciona o consumo de álcool a vítimas de acidentes no trânsito e a de agressão


O levantamento do Ministério da Saúde em 2011 e só considerou os atendimentos na rede pública. Mais de 50% dos casos de violência estavam relacionados a ingestão de álcool.  

Veja: http://g1.globo.com/videos/distrito-federal/bom-dia-df/t/edicoes/v/pesquisa-relaciona-o-consumo-de-alcool-a-vitimas-de-acidentes-no-transito-e-a-de-agressao/2416694/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Saúde vai definir apoio psicossocial às famílias no RS

Brasília – Psiquiatras, psicólogos e outros agentes de saúde vão definir, até o final da tarde de hoje (29), como serão feitos os atendimentos às famílias e vítimas do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 234 mortos e centenas de feridos. A proposta é que os profissionais, que voluntariamente deixaram os consultórios para acompanhar as pessoas afetadas diretamente ou indiretamente pela tragédia desde o último domingo (27), definam uma estratégia de acompanhamento psicossocial por um período prolongado, até que os traumas possam ser minimizados.


“Queremos nos preparar para um momento que poucos estão pensando agora. Temos uma situação grave que vai gerar estresse pós-traumático em muitas pessoas que pode se manifestar dias, semanas e até meses depois do trauma”, explicou Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Segundo o especialista, estes transtornos podem se manifestar com quadros de depressão, ansiedade e até de bipolaridade, no caso de pessoa que têm alguma tendência a desenvolver o distúrbio.

No primeiro momento, minutos depois da tragédia, o trabalho de psiquiatras e psicólogos voluntários estava concentrado no apoio às famílias que estavam no local do incêndio, em busca de informações, nos hospitais e no ginásio da cidade, durante o reconhecimento dos corpos e acompanhamento dos velórios e enterros das vítimas.

“Nesta intervenção inicial tem um trabalho importante de orientação também. As pessoas, por exemplo, têm a tendência de medicar remédios tarja preta para que os familiares se desliguem um pouco e durmam e há contraindicação deste procedimento que, na verdade, acaba fixando mais a memória do trauma”, explicou Antonio Geraldo, acrescentando que a preocupação agora é montar um esquema de trabalho com um cronograma que pode durar meses e até anos.

Segundo o psiquiatra, problemas que podem surgir são aumento de consumo de álcool e drogas e dificuldades nas relações pessoais e de trabalho, ameaçam não apenas as vítimas e familiares, mas podem afetar grande parte da comunidade de Santa Maria e de cidades próximas - origem de muitos dos jovens vitimados.

“Temos que estar preparados para fazer estas avaliações com todas as nuances possíveis de serem apresentadas”, explicou, acrescentando que a nova estratégia também prevê o atendimento aos profissionais que cuidaram ou ainda acompanham as vítimas. “Estamos falando do médico, do enfermeiro, do policial, do taxista e de pessoas comuns que se voluntariaram para trabalhar naquela circunstância. Ninguém está pensando em oferecer cuidado para estas pessoas”, disse.


A coordenadora do Núcleo de Psiquiatria da Associação Médica de Santa Maria, Carla Ibargoyen, contou que psiquiatras e psicólogos que atuam no estado decidiram formar uma força-tarefa voluntária que começa a atuar a partir de hoje. Até o final do dia, profissionais da rede de saúde da região e da Universidade Federal de Santa Maria vão definir como serão conduzidos os trabalhos.

“Vamos discutir como serão feitos os atendimentos, como e quem serão atendidos e como podemos aproveitar a estrutura da universidade para conduzir os trabalhos. Será um acompanhamento de, no mínimo 90 dias, que tem grande possibilidade de ser estendido”, explicou ela. Segundo a psiquiatra, cada caso será avaliado individualmente. “O tempo de acompanhamento vai depender de muitos fatores individuais: como as pessoas respondem aos traumas e ao tratamento, se têm pessoas com problemas psicológicos e psiquiátricos estabelecidos, que seriam os grupos de risco para quadros de pós-trauma”, disse a psiquiatra.

Loiva dos Santos Leite, presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul, explicou que os trabalhos estão sendo conduzidos conjuntamente. No caso da rede pública de saúde de Santa Maria, os psicólogos montaram um serviço de atendimento 24 horas no Centro de Apoio Psicossocial da cidade (Caps).

“As pessoas que tiveram qualquer envolvimento estão procurando este atendimento. Temos já uma procura significativa. Nas primeiras horas, fizemos atendimentos no ginásio, onde chegaram os corpos e as famílias. Montamos uma enfermaria no local e os profissionais começaram a acompanhar as famílias ali no reconhecimento dos corpos até os velórios e enterro”, contou Loiva Leite. Segundo ela, as micro equipes formadas para acompanhar os feridos continuam os trabalhos nos hospitais da região.
A psicóloga ainda explicou que as equipes estão procurando os profissionais de cidades natal de algumas vítimas para encaminhar atendimentos iniciados em Santa Maria. Loiva destacou que a área de emergência de desastres exige um tratamento específico. “Estamos contando com um suporte e capacitação de profissionais da associação brasileira especializados nestes atendimentos e o suporte da organização Médicos sem Fronteiras e de um grupo de estresse pós-traumático da PUC do Rio Grande do Sul”, relatou.
“Não vamos curar a dor mas queremos trabalhar o sentimento de perda para que as pessoas consigam retomar a vida da forma menos dolorosa possível”, concluiu a psicóloga.

Fonte: Exame Online
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/saude-vai-definir-apoio-psicossocial-as-familias-no-rs



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH)

Conselho Federal de Medicina emite Parecer sobre o Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH)

O Conselho Federal de Medicina - CFM disponibilizou recentemente o seu parecer sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH, explicando detalhadamente o que é a doença e desmistificando o que tem sido veiculado amplamente na imprensa de maneira irresponsável, contraditória e sem base científica.

O Ministério Público de Santa Catarina, através do parecer de nº 42/12, solicitou ao CFM informações sobre o TDAH tendo sido respondidas com o apoio dos doutores João Romildo Bueno e Fábio Barbirato, ambos da Associação Brasileira de Psiquiatria, com base em artigos científicos publicados por pesquisadores nacionais e internacionais, entre eles os Profs. Luis Augusto Rohde, Paulo Mattos, Ricardo Halpern e Russel Barkley (EUA).

Veja na integra: http://www.tdah.org.br/images/stories/Parecer%20CFM%20-%20deficit%20da%20atencao.pdf

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